Relembre a participação de Talles Magno no Mundial Sub-17


A primeira competição oficial de Talles Magno com uma camisa da seleção brasileira durou pouco menos de um mês. Do dia 14 de outubro, quando se apresentou na Granja Comary, até a última quinta-feira, quando se separou da delegação e voltou a Rio para tratar de sua lesão, o atacante viveu momentos intensos com o Brasil antes e durante o Mundial Sub-17.

Na ausência do meia Reinier, que não se apresentou na data combinada e ficou fora do Mundial, Talles lidou com o peso de ser o principal jogador da equipe. Assumiu tal papel, especialmente na interação com os fãs. Em campo, até exagerou na busca de tamanha responsabilidade.

O jovem chegou ao torneio com 10 partidas pela seleção sub-17, mas nenhuma por uma competição oficial. Ele não esteve no elenco do Sul-Americano da categoria, em março deste ano. O atacante se encontrou no meio da primeira fase e esbarrou na lesão que o tirou do torneio. Confira um resumo de como foi o Mundial do camisa 11 do Brasil.

APRESENTAÇÃO COM TIETAGEM E LAMBRETA

Talles Magno chegou na Granja Comary no dia 14 de outubro, uma semana depois dos demais jogadores da seleção brasileira sub-17, em data acordada entre a CBF e o Vasco. Com 15 jogos e dois gols no time profissional, ele era o mais experiente do grupo.

O atacante só participou do treino no dia seguinte e logo sentiu o carinho dos fãs. Autografou camisas do Cruz-Maltino e tirou selfie com dois irmãos vascaínos que o aguardaram por mais de duas horas. Ainda sobrou tempo para dar sua primeira de várias lambretas pela seleção sub-17.

SECA NA ESTREIA

Na estreia do Mundial, Talles Magno mostrou nervosismo. Passou em branco na goleada por 4 a 1 contra o Canadá. Antes, também não havia marcado na vitória pelo mesmo placar contra os Estados Unidos, em amistoso preparatório para o torneio. O atacante desperdiçou várias chances, inclusive uma cara a cara com o goleiro.

– Acho que é um pouco da ansiedade do Talles, e comento isso com ele. Ele não tem que puxar toda a responsabilidade da seleção – comentou o técnico Guilherme Dalla Déa, depois daquela partida.

O PRIMEIRO GOL

A ansiedade e a seca da estreia foram quebrados com um lance de esperteza e oportunismo na segunda rodada, na vitória por 3 a 0 contra a Nova Zelândia. O Brasil vencia por 1 a 0, tinha um a menos desde o fim da primeira etapa e passava sufoco. Talles pressionou o goleiro Alex Paulsen, roubou a bola e balançou as redes. Foi seu primeiro gol em competição oficial pela seleção brasileira sub-17. E não escondeu o alívio.

– Com certeza (está aliviado). O primeiro gol em uma Copa do Mundo, a gente nunca esquece. Felicidade enorme.

TREINO COM ALTINHA E LAMBRETA

No intervalo entre uma atividade e outra nos treinamentos, Talles Magno sempre procurava a bola para fazer alguma graça. Elásticos no ar, lambretas em algum desavisado, ou uma altinha de qualidade, na maioria das vezes com Sandry. Assim foi no treino da véspera do triunfo por 2 a 0 contra Angola, em Goiânia. E assim também foi em Brasília, antes da partida contra o Chile pelas oitavas de final.

NOS BRAÇOS DO POVO

Como resultado de sua ascensão meteórica no Vasco, Talles Magno chegou à seleção como o mais festejado do elenco. Por onde o Brasil passou, ele era tietado. Nas arquibancadas do Bezerrão, no Gama-DF, e do Estádio Olímpico, em Goiânia, vários cartazes da torcida avisavam que naquele dia teria gol de alguém. Na maior parte das vezes, o recado era de que seria um gol de Talles.

Contra Angola, na partida realizada na capital goiana, o atacante do Vasco levou consigo uma dessas mensagens de um torcedor e ainda foi zoado por Kaio Jorge, que não perdoou a caricatura exibida no cartaz. Talles ainda distribuiu selfies, nos jogos e nos treinamentos e deu até autógrafos em provas. Sim. Em provas escolares.

 

O ELÁSTICO

Uma imagem marcante da trajetória de Talles no Mundial ocorreu no Estádio Olímpico, na vitória por 2 a 0 contra Angola. Naquele jogo, ele fez o primeiro gol, o seu segundo no torneio, e ajudou o Brasil. Mas agitou a torcida com o combo elástico mais caneta em cima do lateral Porfírio. Se ele completou o drible? Bom, a essa altura não importa muito. Mas o que ficou foi o registro da beleza do lance.

– Pegou certinho? (Risos) Eu vi que ele estava com a perna um pouco aberta, fui dar um recurso para ficar um tempo com a bola, mas foi muito longo. Foi só um recurso para tentar passar da marcação e para tentar marcar mais um gol para o Brasil – comentou o jogador.

LESÃO, CHORO E DESPEDIDA

A caminhada de Talles Magno no Mundial Sub-17 foi interrompida precocemente ainda nas oitavas de final. Em seu quarto jogo. Até os 47 minutos do segundo tempo da vitória por 3 a 2 contra o Chile, o camisa 11 havia atuado por completo em todas as partidas do Brasil. Foi titular e sequer havia sido substituído. Mas, naquele instante, ele tentou um passe sozinho e sentiu dores na coxa direita.

Talles deixou o campo, voltou por alguns segundos, mas não suportou a dor. Após o apito final, foi levado aos prantos e carregado por vários companheiros para o vestiário. Por volta das 3h da madrugada de quarta para quinta, veio a confirmação do estiramento na coxa direita. Ele não teria tempo hábil para recuperação durante o Mundial. O atacante retornou ao Rio de Janeiro e postou uma mensagem emocionada em seu Instagram.

“É um momento muito difícil para mim. Mais do que a dor física, a dor de não poder estar em campo com os meus companheiros, servindo o meu país, seguindo meu sonho de disputar uma Copa do Mundo com a seleção brasileira”

 

Fonte: GloboEsporte.com

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