Após ressurreição no futebol, Jairinho se inspira em Dener para se firmar no Vasco


Seria taxado de louco quem falasse para Jairinho há três anos que a temporada de 2019 seria marcada por um grande desempenho na brilhante campanha do Bangu no Campeonato Carioca. Mais inacreditável ainda era dizer para o mesmo que suas boas atuações o fariam ser contratado como aposta de uma das maiores equipes do país para a disputa do Campeonato Brasileiro.

Como acreditar em tudo isso quando se retorna ao futebol com 26 anos para defender as cores de um dos times participantes da Série C do Rio de Janeiro? Era uma missão difícil, bastante complicada, um verdadeiro conto de fadas, mas que se tornou real em virtude da enorme vontade de vencer do personagem principal, hoje camisa 39 e atleta profissional do Vasco da Gama.

– Comecei a jogar futebol muito cedo na minha comunidade. Um dia me viram jogar, gostaram do meu futebol e acabei indo para o América. Passei por outras equipes na base até chegar na Ponte Preta. Lá me colocaram pra jogar de centroavante e acabou não dando certo, pois era mais magro que sou hoje e os caras me atropelavam. Depois de um tempo, fui dispensado e acabei não recebendo o “não” de uma forma positiva. Foi uma decepção grande. Voltei para o Rio, tentei em outro clube, mas tive uma lesão e acabei largando o futebol. Foi quando comecei a trabalhar para ajudar minha família, sustentar minha filha. Passei a entregar pizza de bicicleta na comunidade, fui auxiliar de limpeza no Centro da cidade, trabalhei no sacolão, em supermercado – afirmou o atacante, acrescentando na sequência.

– Foram cinco anos vivendo dessa forma, com dificuldades, mas muita dignidade. Resolvi voltar quando surgiu uma oportunidade no Campo Grande. Fiz uma promessa no momento que a chance apareceu. Prometi para mim mesmo que iria dar o máximo para conseguir vencer e dar uma vida melhor para a minha filha. Acabou que consegui ir bem na Série C e fui para o Resende, que estava disputando amistosos contra equipes grandes. Uma dessas partidas foi contra o Bangu. Joguei numa quarta, me destaquei e o treinador pediu minha contratação. Assinei contrato com o Bangu na segunda seguinte e na quarta viajei para jogar contra o Macaé. Não vinha tendo muitas oportunidades nos primeiros meses, mas nesse ano aconteceu tudo isso. Estar aqui hoje é uma reviravolta tremenda – acrescentou Jairinho.

Embora tenha iniciado os trabalhos e passado a viver a rotina do Vasco logo após a disputa do Campeonato Carioca, a ficha só caiu para Jairinho no dia da estreia, quando o interino Marcos Valadares o chamou para entrar em campo na partida contra o Corinthians, disputada no início do mês na Arena da Amazônia. O talentoso atacante classificou o momento como “ressurreição” e não escondeu a emoção ao relembrar o mesmo.

– Quando eu vi que ele me chamou, passou um filme na minha cabeça. Pensei na minha filha, na minha mãe, no meu pai, meus irmãos, na minha comunidade. Não há palavras para descrever a sensação que senti no momento que a torcida gritou meu nome. A ficha só caiu depois do jogo. Até então não me sentia um jogador do Vasco. Só passei a entender o que estava vivendo quando toquei na bola. Foi uma ressureição! Agora vou dar continuidade e espero ser feliz nesse novo capítulo da minha vida. Vou dar o meu máximo toda vez que entrar em campo, pois chegar aqui foi difícil e sei que será ainda mais complicado ainda se manter – prometeu o camisa 39.

Agarrar a oportunidade e se firmar na equipe cruzmaltina é a grande meta de Jairinho nos próximos meses. Para alcançar o objetivo, o atacante promete muita entrega e bastante ousadia com a bola no pé. Sua maior inspiração é um ídolo da torcida cruzmaltina. Trata-se de Dener, que encantou o futebol brasileiro no início da década de 90 e brilhou nos gramados cariocas pelo Gigante da Colina.

– Eu me inspiro muito no Dener, pois foi um jogador especial para o Vasco. Não vi jogar, mas ouvi falar bastante sobre ele nas redes sociais e fui pesquisar a história dele. Eu assisti alguns lances no Youtube e me encantei, pois ele tinha velocidade, habilidade e inteligência. Concordo com as pessoas que falam que ele seria um dos maiores do nosso futebol se estivesse vivo. Infelizmente, ele precisou deixar o futebol precocemente – disse Jairinho.

Fonte: VASCO.com.br

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