Negociação com Jorge Jesus marca reaproximação entre José Luís Moreira, que é amigo do técnico, e gestão Campello


O namoro do Vasco com o técnico português Jesus Jorge marca a aproximação do ex-vice de futebol José Luís Moreira com a atual gestão. Português, radicado no Brasil há vários anos, o virtual vice-presidente do Conselho de Beneméritos, amigo do treinador, foi quem aproximou as partes criando, no mínimo, um ótimo factoide para desviar o mau momento do clube em seu departamento de futebol.

O técnico três vezes campeão nacional pelo Benfica, com boa passagem pelo Sporting e que vem de uma experiência de cinco meses no Al Hilal, da Arábia Saudita, aceitou os argumentos do amigo e abriu negociações com Alexandre Faria, depois da aprovação de Alexandre Campello. Realizado financeiramente, Jesus tem o desejo de trabalhar no Brasil e até se mostrou disposto a negociar seus vencimentos.

E tem ainda um outro ponto que colaboraria com a empreitada: se voltar a trabalhar num país da comunidade europeia ainda este ano, Jorge Jesus terá de pagar cerca de 3 milhões de euros ao fisco português — o contrato com os árabes girava em torno de US$ 7 milhões por ano. Por ora, a solução encontrada foi aceitar o comando de uma academia de futebol em Riade, patrocinada pelo ministro do Desporto e Entretenimento saudita, Turki Al-Sheikh.

O problema é que o treinador gostaria de trazer profissionais que o acompanham, algo que poderia inviabilizar o negócio. A dupla Campello e Faria, que comanda o futebol do clube, não parece segura, ainda mais após a boa atuação do Vasco sob o comando de Marcos Valadares. De qualquer forma, as conversas prosseguem com Octávio Augusto, advogado do português.

José Luís Moreira, o Zé do Táxi, já exerceu o cargo de vice de futebol em três mandatos do falecido Eurico Miranda, de quem se afastou em 2015. Na oportunidade, se indispôs com o ex-aliado por incompatibilidade com Eurico Brandão, filho do presidente, que, com a saída de Zé Luís, assumiu a pasta.

Na última eleição, o benemérito, tido como um dos cardeais da política vascaína, apoiou a candidatura de Fernando Horta, votando em Júlio Brant na reunião entre os conselheiros. No ano passado, liderou o pacto por uma união política e passou a colaborar com a gestão de Campello na luta contra o rebaixamento.

Fonte: Coluna Futebol, Coisa & Tal – Extra

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