Narrador de jogos históricos e criador de apelidos marcantes, Januário de Oliveira volta ao Maracanã; veja reportagem

Ao pisar o gramado do Maracanã, Januário de Oliveira caminha bem devagar com o auxílio da sobrinha e de uma muleta. Aos 79 anos, o famoso narrador, que tem diabetes, já não conta mais com a visão que lhe possibilitou durante décadas transmitir com emoção partidas de futebol.

No telão do Maracanã, os gols e seus bordões tomam conta do estádio vazio: “cruel, muito cruel”, “é disso que o povo gosta”, “taí o que você queria”.

Enquanto sente à flor da pele a atmosfera do local, outros cinco personagens acompanham todas as reações do narrador a menos de 10 metros de distância. São ex-jogadores que ficaram eternizados por seus famosos bordões. Sávio, o “anjo louro da Gávea”. Valdeir, o “The Flash”. William, tricampeão carioca pelo Vasco, e, representando o Fluminense, a viúva e o filho do já falecido “Super Ézio”.

– Sempre falo com meu filho, super-herói é para isso. Esse bordão faz parte da nossa vida. Obrigado por ter feito o nome do meu marido ter ficado tão grande – diz Isabela Nogueira, viúva de Ézio, para Januário.

Sávio se emocionou ao rever Januário e conversar com o narrador.

– O senhor é uma pessoa muito especial na vida, na minha carreira. Hoje, de 10 torcedores do Flamengo, os 10 falam o “anjo louro da Gávea”. Isso é muito especial pra mim.

Valdeir adota discurso semelhante no papo com Januário

– Ninguém conhece só o Valdeir, tem que ser o “The Flash”. Isso graças ao mestre Januário.

Em um Maracanã de emoções, Januário afirma:

– Pode ter certeza de que ganhei mais 10 anos de vida com essa homenagem – contou com emoção o inesquecível narrador.

Fonte: GloboEsporte.com

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