Hoje no Fortaleza, Madson relembra passagem pelo Vasco: ‘Impossível ter mágoa’


Apesar do ano dramático e do rebaixamento do Vasco para a segunda divisão no Campeonato Brasileiro de 2008, Madson conseguiu cair nas graças da torcida. O baixinho que havia subido ao time principal em 2006, com Renato Gaúcho, e acumulado alguns empréstimos a outros clubes desde então, virou titular absoluto com Antônio Lopes no ano do descenso e ganhou da torcida o apelido de “Madshow”.

Então, a autoestima foi tamanha que o meia de 1,58 m não hesitou em eternizar no corpo palavras, digamos, polêmicas – ou incomuns: “Madson, o Foda”.

Em entrevista ao UOL Esporte, porém, Madson conta que essa não era a ideia inicial. O jogador, que na época ganhou um funk em sua homenagem com trechos como “a fera do Vascão”, pensava em fazer uma tatuagem mais suave. Mas a empolgação de momento falou mais alto:

“Na época que eu fiz, eu ia colocar ‘Madson a fera’, mas aí na hora eu pedi para o tatuador colocar ‘o foda’, e ficou. Mas a minha querida mãe fala até hoje que eu sou f… [risos]”.

Madson chegou ao Vasco em 2005 depois de uma passagem pelo Volta Redonda. Curiosamente, o time cruzmaltino era o que mais sofria contra o meia nos jogos das categorias de base. Com isso, ele foi, aos poucos, conquistando o clube pelo qual apareceu no cenário nacional.

“Cheguei ao Vasco da Gama depois de ter feito vários jogos na base contra eles. Na época eu era do Volta Redonda, clube que me abriu as portas para chegar no meu objetivo profissional. E sempre joguei bem contra o Vasco, e isso fez despertar o interesse deles”, recorda o jogador de 32 anos, que hoje defende as cores do Fortaleza, depois de uma longa passagem pelo futebol do Qatar.

‘Painato’ Gaúcho: “transformador da minha carreira e vida”

Em 2006, depois de um período na base, veio a hora de Madson estrear nos profissionais. O responsável por subir o baixinho de 1,58 m foi Renato Gaúcho, a quem o jogador credita todo seu sucesso no futebol. Mais de dez anos depois de trabalhar com o atual técnico do Grêmio, Madson ainda tem uma relação de carinho com o ‘Painato’, como chama carinhosamente o treinador.

“O Painato, né [risos]? Esse cara foi o principal e real transformador da minha carreira e vida. O Renato foi quem acreditou em mim ali no Vasco. Foi o treinador que me colocou para jogar no profissional, sempre me dava oportunidades de entrar, e aí eu dava a vida para ajudá-lo e ajudar o Vasco. Sou grato a ele, sim, por ter me dado oportunidade de mostrar meu futebol para o Brasil”, agradece o meia.

Altos e baixos no Vasco

Mas foi mesmo em 2008, dois anos depois, com Antônio Lopes no comando, que Madson viveu sua grande fase no Vasco. Titular absoluto desde o início do Campeonato Brasileiro daquele ano, o meia fez 34 jogos (30 no Brasileiro) e marcou oito gols.

“Eu me firmei mesmo quando todos os jogadores de meio-campo do Vasco estavam suspensos. Aí o Antônio Lopes me colocou para jogar na minha posição. E foi no jogo contra o Fluminense que eu me firmei como titular na minha posição. Empatamos por 3 a 3 e ainda dei uma assistência para o Edmundo”, lembra Madson, citando jogo do Campeonato Brasileiro de 2008.

Porém, tudo mudou depois do rebaixamento. Com a chegada de Celso Roth, o meia foi dispensado e precisou tomar novos rumos na carreira. Mas nada que apagasse a sua relação de amor com o clube cruzmaltino.

“Impossível ter mágoa da entidade Vasco da Gama. Passei três anos da minha vida ali dentro. Nunca tive, nunca terei e não vou ter. Muito pelo contrário, só tenho a agradecer. Foi no Vasco que eu pude me apresentar ao Brasil inteiro”, disse.

VEJA OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA

Preconceito pelo tamanho?

Quando comecei a fazer testes nos clubes, eu sentia um olhar diferente para mim, pela minha altura, sem sombra de dúvidas. Mas graças a Deus consegui vencer.

Ídolo no futebol quando criança

Ronaldo Fenômeno. Porque ele era um fenômeno; os dribles em velocidade, a finalização… O Ronaldo foi um jogador completo, na minha opinião.

Santos: “ápice da carreira”

O Santos foi onde eu cheguei ao ápice da minha carreira. Consegui títulos individuais e coletivo. Foi a minha melhor fase, sem dúvidas.

Neymar: “a gente conversa muito”

Eu vi o Neymar subindo em 2009, ele evoluiu muito rápido. A gente conversa muito, estávamos sempre juntos no CT e etc… Neymar sempre foi diferenciado, tanto pelo talento como pela humildade. Gente da melhor qualidade até hoje. Éramos parceiros dentro e fora de campo.

Momento inesquecível da carreira

Quando fui eleito o melhor jogador da posição do Campeonato Paulista em 2009.

Momento desagradável

Quando o Celso Roth assumiu o Vasco e me liberou para ser negociado e o rebaixamento em 2008.

Hoje no Fortaleza, ainda tem sonhos

Todo jogador, independentemente da idade que esteja, sempre quer jogar nos clubes grandes que você citou, e eu não sou diferente. Quem sabe um dia isso não possa acontecer novamente. Mas no momento o foco é o Fortaleza, tentar cada dia mais melhorar para jogar aqui e ajudar os companheiros.

Fonte: Uol

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