Goleiro da Chapecoense, João Ricardo revela que foi sondado pelo Vasco no fim de 2018


Durante os quase cinco anos nos quais defendeu o América-MG, o goleiro João Ricardo foi especulado várias vezes em grandes clubes de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Hoje na Chapecoense, o arqueiro de 30 anos revelou quais equipes se interessaram pelo seu futebol.

“Em 2015, tiveram algumas sondagens do Palmeiras, que não andaram. O América-MG me ofereceu uma proposta para renovar e fiquei. O São Paulo fez uma sondagem antes da Série A do Brasileiro de 2016, mas não entraram em acordo com América-MG por causa de valores. O São Paulo queria empréstimo e o América-MG queria vender, eu acho. O Vasco veio agora no fim do ano, mas não aconteceu. O Flu foi agora também e depois contratou o Agenor”, disse, ao ESPN.com.br.

Atualmente, sua missão é usar a mesma camisa que um dia foi de Danilo, falecido no acidente aéreo antes da final da Copa Sul-Americana de 2016, contra o Atlético Nacional-COL.

“Ficou muito marcante por toda história que construiu e pelas atuações na Sul-Americana. Jogar com o número 1 é uma grande responsabilidade. Todo goleiro tem que honrar isso e estar no nível dele. Eu me preparo muito para isso”, contou.

Veja a entrevista com João Ricardo:

Como você começou no futebol?

Jogava na linha e no gol nos campeonatos amadores. Era zagueiro e um dia o goleiro se machucou e eu fui. Tomei gosto e fiquei, tinha uns 16 anos. Eu fiz dois anos de categorias de base no Concórdia-SC e fazia faculdade ao mesmo tempo. Tive que trancar no terceiro semestre quando chegou uma proposta do Brusque-SC. Fiquei por 4 anos lá e fui empestado para Goiânia-GO, Marcilio Dias-SC, Paysandu e Rio Branco-AC.

Você passou por vários níveis do Brasileiro…

Sim, eu joguei as quatro divisões do Campeonato Brasileiro. As maiores dificuldades foram as primeira trocas de cidade. Em 2012, me distanciei da família porque fui jogar no norte do país. Era tudo diferente, desde as cidades, o clima e até os clubes.

Como foi a chegada ao América-MG?

Estava sem jogar no Paraná e recebi essa oferta. Logo no começo torci o tornozelo e o Fernando Leal virou titular. Depois de uns 15 jogos, ele se machucou e eu entrei. Depois, não saí mais. Agradeço muito por ter passado por lá. A torcida tem um carinho enorme por mim, me viam como ídolo. Tenho carinho enorme por eles também.

Quais os maiores momentos no América-MG?

Tive muitos momentos. Ganhei o Mineiro de 2016 e tive dois acessos para a Série A do Brasileiro. Os quatro jogos finais do Mineiro contra Cruzeiro e Atlético-MG, quando fomos campeões, foram especiais. Peguei pênalti do Robinho, do Galo, na decisão e isso me marcou demais.

Qual era o atacante mais duro de enfrentar?

Fred. Dentro da área é fora de série. É o mais perigoso que encontrei.

Quando você estava no América-MG seu nome foi especulado em várias equipes de SP e do RJ. Por que não deu certo?

A gente fica sabendo muito pela imprensa. As razões que não deram certo a gente não sabe. Em 2015, tiveram algumas sondagens do Palmeiras, que não andaram. O América-MG me ofereceu uma proposta para renovar e fiquei. O Palmeiras contratou o Vágner, que estava no Avaí.

Teve São Paulo e Vasco também…

O São Paulo fez sondagem antes da Série A do Brasileiro de 2016, mas não entrou em acordo com América-MG por causa de valores. O São Paulo queria empréstimo e o América-MG queria vender, eu acho. O Vasco veio agora no fim do ano, mas não aconteceu. O Flu foi agora também e depois contratou o Agenor.

Por que foi para a Chape?

Eles já tinham me sondado em outras época. Estou perto de casa, sei que é um clube sério e organizado. Tem os compromissos todos em dia. Minha esposa é de Santa Catarina e isso pesou bastante. Estamos com ideia de termos filhos e queremos ficar mais perto da família.

Como é jogar no lugar que antes era do Danilo, um dos maiores ídolos da Chape?

Todo mundo fala sobre o Danilo. Ficou muito marcante por toda história que construiu e pelas atuações na Sul-Americana. Jogar com o número 1 é uma grande responsabilidade. Todo goleiro tem que honrar isso e estar no nível dele. Eu me preparo muito para isso. Estou tranquilo para usar essa camisa, por mais que sei do peso que tem. É trabalhar forte e superar as expectativas.

Como você avalia seu momento?

Estou tranquilo e feliz. Correspondendo às expectativas e trabalhando muito. Nosso treinador está rodando bastante o time pela quantidade de jogos. Estou em um clube onde gostaria de estar e queremos conquistar nos classificar nas competições. Quero me destacar aqui.

Quais goleiros você admirava e admira hoje?

Eu admirava muito Taffarel porque era um goleiro sem tantas quedas e por jogar mais simples. Ele foi um dos grandes também pela pessoa que é. Gostava muito do Ceni pela postura e pelo respeito que tinha de todos. Gosto de jogar com os pés também e o goleiro precisa se adaptar. Se não jogar fica para trás junto com a evolução no futebol. Dos goleiros atuais gosto do Fábio, do Cruzeiro, que está há 10 anos em alto nível. O Alisson, do Liverpool e da seleção, está muito bem também.

Você ainda tem sonho de jogar fora do Brasil?

É difícil falar sobre jogar fora do Brasil. Tive algumas sondagens e tenho curiosidade de um dia sair. Mas agora minha esposa está grávida e meu pensamento é ficar perto da família. Minha cabeça está totalmente na Chapecoese, mas o futuro a Deus pertence.

Fonte: ESPN

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