Vasco pretende dobrar o número de sócios em 2019

Relançado em abril do ano passado, rebatizado Sócio Gigante, o programa de associação do Vasco passa por novos ajustes. O clube contratou nova empresa terceirizada para cuidar da operação, a Feng, mexeu nos planos oferecidos aos torcedores e alcançou a marca de 25 mil associados. Ainda falta muito. Eis os planos da diretoria vascaína.

A administração do presidente Alexandre Campello pegou o clube com um quadro social de baixo faturamento, se comparado a outros grandes clubes. No primeiro ano, com o relançamento, a arrecadação dele quase dobrou. Para dar conta da recuperação financeira a que se propõe a diretoria, esta fonte precisará dobrar mais uma vez em 2019.

O sucesso de todo programa de associação está atrelado a três fatores: a quantidade de sócios, o valor pago por eles e a taxa de adimplência, isto é, quantas dessas pessoas mantêm os pagamentos em dia.

A meta vascaína em termos de quantidade é chegar a 50 mil sócios. Para tanto, a diretoria montou um plano popular de R$ 7,98 mensais, o Camisas Negras, que reverte 20% dessa receita para causas sociais. Ou seja, de cada sócio nesta modalidade o clube ficará com R$ 6,38. O objetivo neste caso é ampliar a base de torcedores cadastrados.

Para melhorar a taxa de adimplência, o clube tem feito esforços pela adoção em massa do cartão de crédito em vez do boleto bancário. O mecanismo costuma melhorar o rendimento de programas de associação, pois é comum que o torcedor esqueça de pagar boletos ou que os deixe de lado quando a fase do time não é boa.

Este ainda é um desafio em relação a sócios estatutários, que têm, segundo o regimento interno vascaíno, direito a pagar suas mensalidades com boletos. O Vasco, com apoio operacional da Feng, tem oferecido benefícios adicionais aos estatutários que pagarem o boleto anual à vista, todo o valor de uma vez, ou migrarem para o cartão.

– Nós estamos aprendendo com Netflix, Spotify e outros serviços de assinatura online. Em termos de ferramentas digitais, gente trabalha com um conceito semelhante para fazer o torcedor aderir e se manter adimplente – diz André Monnerat, head de negócios da Feng.

Big data cruzmaltino
Grande parte do desafio da Feng foi a unificação das bases de dados. O clube possuía bancos com premissas diferentes – um para torcedores, outro para estatutários. A empresa colocou vascaínos todos na mesma base e os “limpou”, a fim de eliminar cadastros inativos ou duplicados.

A unificação dos dados facilita a compreensão de quem é o torcedor, onde ele reside, com que frequência consome produtos. Essas informações são usadas inclusive para que clube e empresa ajustem ou criem novos planos e condições, segundo a segmentação da torcida.

– Nós precisamos segmentar os perfis para atender torcedores diferentes. Às vezes as pessoas falam em “torcedor” como se fosse uma coisa só. Existem vários perfis – explica Monnerat.

Hoje, o site oficial do Sócio Gigante está conectado diretamente a esse banco de dados, e a quantidade de sócios mostrada no contador dele é atualizada em tempo real com adesões e exclusões.

Sob nova direção
A diretoria vascaína também reorganizou o organograma vascaíno em relação ao Sócio Gigante. Antes, o produto estava subordinado à vice-presidência de marketing. O clube o transferiu para a vice de comunicação, área que, no Vasco, cuida tradicionalmente da secretaria.

Fonte: Blog do Rodrigo Capelo – GloboEsporte.com

 

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