Thalles, hoje na Ponte Preta: ‘Eu poderia ter recebido mais sequência no Vasco’

Ao celebrar os dois primeiros gols com a camisa da Ponte Preta, na vitória por 3 a 0 sobre o Mirassol, na última quarta-feira, Thalles disse que a atuação premiara seu “esforço” nos últimos jogos. Mas ele não fazia referência apenas à entrega em campo. O atacante também precisou de muita dedicação fora das quatro linhas para “afinar” e evoluir na parte física.

Quando chegou à Macaca, em 5 de janeiro, Thalles estava visivelmente fora de forma, como mostra a foto abaixo:

Quase um mês depois, a diferença é nítida. E não estamos falando apenas do cabelo. O corpo também deu uma enxugada, ainda que não esteja no nível ideal. Olha só:

Emprestado pelo Vasco até dezembro com status de principal reforço da Macaca para 2019, Thalles está disposto a fazer da passagem pela Ponte um recomeço na carreira. A começar da eterna luta contra a balança. Para perder alguns quilos, ele conta com uma ajuda especial: a mãe foi do Rio de Janeiro a Campinas para cozinhar para o filho.

– Minha mãe e minha namorada estão me ajudando a comer melhor. Minha mãe veio do Rio de Janeiro e está fazendo minha comida. Por ser novo, morar sozinho e não saber cozinhar, às vezes você acaba comendo um pouco de besteira. Mas desde que cheguei, com treinamento de manhã e à tarde, o sol quente, tudo isso também contribui. Se fechar a boca e treinar forte, você vai ficando fino.

Mas Thalles também lembrou que, pelo estilo de jogo, não pode abrir mão da sua principal característica: a força.

– Não posso ficar tão magro assim, meu estilo de jogo exige força física. Eu jogo de costas para o zagueiro, então tem que ter corpo.

Depois de despontar como grande promessa no Vasco, onde teve bons momentos e chegou à seleção brasileira de base, o atacante se perdeu em meio à euforia e foi para o Japão. Hoje, aos 23 anos, tenta retomar seu espaço no futebol brasileiro.

– Eu poderia ter recebido mais sequência no Vasco. Por ser um grande time, sempre contratou grandes centroavantes. Na reserva, você perde ritmo de jogo, então às vezes estava um pouco acima. Acho que também faltou um pouco de paciência da torcida por eu ter subido da base, vivido muitos anos lá. Mas ficou para trás, sou um Thalles diferente. A saída para o Japão me ajudou bastante a pensar na minha carreira. Vim com muita vontade de fazer um grande ano, de fazer muitos gols e colocar a Ponte na primeira divisão.

A expectativa do atacante é que, com ritmo de jogo, suba de produção cada vez mais. Os gols contra o Mirassol também foram importantes no aspecto emocional. Depois de três partidas em branco, ele desencantou pela Macaca.

O golaço de fora da área, aliás, empolgou a torcida, que nas redes sociais chamou o jogador de “Balothalles” e indicou, em tom de brincadeira, o lance ao Prêmio Puskas.

– É um alívio né. Tive duas chances no primeiro tempo, não fiz, então você fica um pouco com o pé atrás. Mas o Mazola sempre me passou muita confiança, ele quer que eu volte a ser o Thalles de antes. Vou me dedicar ao máximo para melhorar ainda mais, e esses gols me dão ainda mais confiança.

Fonte: GloboEsporte.com

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