Clube pode ‘bancar’ o VAR em suas partidas no Estadual


Além das partidas decisivas, o Estadual do Rio de Janeiro pode ter VAR (árbitro eletrônico) apenas para jogos de um clube caso este decida por conta própria bancar as despesas do mecanismo. Esse possiblidade está prevista no regulamento geral de competições da Ferj (Federação do Estado do Rio de Janeiro). A entidade explica que isso foi aprovado pela Assembleia Geral que entendeu que não afetaria o equilíbrio do campeonato.

Ao final do ano passado, a CBF fez um seminário com federações estaduais juntamente com representantes da Fifa e da IFAB (International Board) para aplicação do VAR em Estaduais. Na ocasião, dez federações manifestaram a intenção de ter a tecnologia em um número limitado de jogos de seus campeonatos, de acordo com os custos.

A Ferj é um das que levou adiante a implantação do VAR: fechou com a empresa Hawk-Eye um pacote para 10 partidas decisivas. Pelo acordo, o custo será de R$ 25 mil por jogo, além dos gastos com treinamento. Finais, semifinais de turnos, e os quatro jogos que decidem o Estadual (semis e finais) estão incluídos.

Juridicamente, a federação incluiu a previsão no seu regulamento de competições para 2019 no artigo 107A. No inciso 2, fica determinado que “qualquer clube poderá solicitar, as suas expensas, que o VAR seja utilizado em suas partidas”. Entre as condições, estão a que o jogo seja realizado em um estádio que tenha condições de receber a tecnologia e que o pedido seja feito com 10 dias de antecedência.

Essa regra pode estabelecer que, por exemplo, o Flamengo, com mais recursos, tenha todos os seus jogos com VAR, e o Vasco, apenas se chegar às fases decisivas. Isso já aconteceu no Estadual do Rio em relação ao antidoping. A Ferj só faz os exames para os clubes que decidem pagar por eles.

A Ferj explicou que foi vontade dos clubes, na reunião de definição de regras, ter o mecanismo à disposição de quem puder pagar.

“A Assembleia Geral entendeu que não se trata de vantagem, mas uma oportunidade e uma opção tecnológica à disposição do clube que queira dela se utilizar em alguma de suas partidas e cumpra os pré-requisitos exigidos. Assim como todo o procedimento para uso do VAR no Campeonato Carioca, a IFAB será informada do uso para chancelar.”

O blog perguntou para CBF e IFAB (International Board) se esse procedimento adotado pela Ferj era permitido e se não afetaria o equilíbrio da competição. Não obteve respostas até o início da manhã desta quinta-feira. É permitido que só parte dos jogos tenha a tecnologia, a questão é quando isso acontece só um clube.

Outro procedimento diferente da Ferj foi em relação à disponibilidade dos vídeos do VAR para agremiações que atuem na competição. Na Copa do Mundo, a Fifa vetou dar para a CBF as gravações sobre decisão do árbitro contestada tomada contra a seleção brasileira. A CBF também nega na Copa do Brasil. No regulamento de competições da Ferj, está informado que os clubes têm acesso aos vídeos por 48 horas após as partidas.

Fonte: Blog do Rodrigo Mattos – UOL Esportes

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