Ramon Menezes comemora retorno ao Vasco, agora como auxiliar técnico


Quem esteve no último “Jogue na Colina”, evento em que torcedores jogam em São Januário e são comandados por ídolos do Vasco, assegura: ter Ramon Menezes como técnico não foi moleza. Recebia-se instruções como se num jogo de verdade. Mesmo num clima festivo, estava ali uma amostra do que o elenco profissional pode esperar: anunciado como novo auxiliar-técnico permanente, o ex-meia está de volta ao clube.

– O Vasco é um time que gosto muito. Tenho um carinho muito grande, uma identificação bacana. Passei por aqui em alguns períodos como atleta. Essa volta numa outra função, fazendo parte de um corpo técnico, é motivo de muita satisfação – disse Ramon.

Campeão brasileiro em 1997 e da Libertadores em 1998 – além de passagens em 2002 e 2006 -, o ex-meia chegou para o lugar de Valdir Bigode. Pesou na decisão o perfil de Ramon: estudioso, acabou de completar o primeiro módulo para tirar a Licença Pro da CBF, a graduação máxima do curso de técnicos no Brasil.

Além disso, Ramon tem experiência como treinador. A nova carreira foi iniciada em 2013. De lá para cá, passou por clubes como Joinville, Anápolis e Tombense.

Nesta entrevista, Ramon fala sobre as lições que tirou, o relacionamento com Alberto Valentim e seus objetivos neste retorno ao Vasco.

Confira:

GloboEsporte.com: Como surgiu a oportunidade de retornar ao Vasco como auxiliar?

Ramon: Foi através da diretoria. Agradeço ao presidente também por essa oportunidade, a conversa com o Alexandre Faria, através do PC Gusmão. Tive oportunidade de falar com o próprio Alberto Valentim. O Vasco é um time que gosto muito, tenho carinho muito grande, tenho identificação bacana.

Quem te viu no Jogue na Colina, como técnico, disse que você estava levando a sério.

– Ali foi mais brincadeira. O evento foi muito legal, bacana, fiz minha parte como treinador. Sempre voltado para o lado da descontração, que era o evento. Houve contato com o torcedor, tinha do outro lado um amigo que jogou comigo, que era o Odvan. Evento muito legal, muito mais uma brincadeira.

Você está tirando a Licença Pro da CBF. Como você iniciou os estudos?

– Começou em 2013, parei de jogar e vinha nessa busca por qualificação. Fiz o teste, meu primeiro curso foi ABTF (Associação Brasileira de Técnicos de Futebol). Fiz outros cursos também, venho nessa busca de conhecimento de mais informações.

Tive oportunidade de trabalhar em algumas equipes. Foram experiências ótimas, que você vai aprendendo. Chego nesse momento para passar um pouco daquilo que aprendi, um pouco daquilo que eu penso de futebol para poder ajudar e aprender sempre.

O que você tira de lição mais importante nessa experiência em outras equipes?

– Eu vivi uma outra realidade. Um grau de dificuldade bem maior. Jogar Série B, Série C… Tem desafio, dificuldade de contratar. Foram as experiências que tive.

Você sempre pensou em ser treinador, mesmo quando ainda jogava?

– Eu sempre fui muito observador, escutava e levava para campo muito daquilo que os treinadores passavam nas palestras. Também tive a felicidade de trabalhar com grandes treinadores, como Ênio Andrade e Antônio Lopes. Sempre quis continuar no meio. Essa adrenalina do futebol parece que envolve.

Já conhecia o Alberto Valentim?

– Eu não tinha relacionamento com ele. Mas eu conversei, estive com ele agora no curso da CBF também. A gente chegou a falar, conversar a respeito da minha ida do Vasco, conversamos um pouco e nessa conversa sempre falando para ele que, como auxiliar, sempre vou me colocar no meu lugar. Mas estou totalmente pronto para ajudar.

Você acompanhou o Vasco em 2018? Que avaliação faz do elenco?

– Todo mundo sabe, torceu muito para que o Vasco continuasse na Série A. Foi muito importante. O Vasco, ao terminar o ano e conseguir manter alguns jogadores importantes, já vai para uma pré-temporada com a manutenção de um trabalho em construção com um treinador.

A manutenção de uma base, eu acho que isso é um ótimo ponto de partida para 2019. Agora é trabalhar muito, ser inteligente nas contratações.

Qual a sua ideia de jogo? Como gosta de ver seu time jogar? Tem alguma inspiração?

– Jogando bem, um futebol competitivo, sendo inteligente para jogar, cumprindo as funções. É basicamente isso. Nossa referência é o Tite, mas temos grandes treinadores, um pouco mais experientes, como o Mano. Essa safra de novos treinadores que inclui o Alberto, um cara muito inteligente, o Jair (Ventura).

Alimenta o sonho de um dia ser o treinador do Vasco?

– A única coisa que eu penso hoje, eu agradeço pela oportunidade, o que deixei bem claro, sempre me colocando no meu lugar como auxiliar técnico, tentando sempre ajudar. Acho que isso é uma coisa natural e normal. Venho nessa busca da qualificação, mas o meu objetivo hoje, e a minha função, é auxiliar técnico, dar todo esse suporte.

Fonte: globoesporte

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