Fernando Miguel comenta bastidores dos jogos decisivos do Vasco e afasta polêmica com Martin Silva


O futebol é uma caixinha de surpresas. E foi em uma dessas que a diretoria do Vasco encontrou seu novo goleiro titular, o gaúcho Fernando Miguel, de 33 anos. O arqueiro foi contratado em julho, junto ao Vitoria, para ser a sombra do então titular, Martin Silva, e nas vezes que foi exigido, correspondeu à altura. O jogador foi tão bem que acabou com a hegemonia de quatro anos do uruguaio no gol vascaíno, e terminou o ano em alta com a torcida e a comissão técnica.

Apesar dos recentes episódios nos bastidores do Vasco, envolvendo uma possível insatisfação de Martin Silva com a perda da titularidade, engana-se que essa situação tenha criado um atrito entre ele e Fernando Miguel. Em entrevista ao Globoesporte.com, o goleiro exalta seu relacionamento com o uruguaio, fala sobre a titularidade, os bastidores dos jogos decisivos do time no Brasileirão e revela a expectativa para 2019.

Se dentro de campo, houve uma disputa acirrada pela titularidade no gol vascaíno, fora dele, Fernando Miguel e Martín Silva fazem parte de uma equipe do jogo mobile de FPS PUBG (Playerunknown’s Battlegrounds), mostrando que ambos possuem uma relação sadia e estão sempre conectados.

“Cria-se muitos fatos em torno dessa situação (barração de Martin), mas a realidade é que somos profissionais mais ou menos parecidos, de muita seriedade, concentração e entrega. Não tem muita conversa cruzada, não. O papo é reto. Não temos nenhum tipo de problema”, explica o goleiro.

Falando em assumir a ‘camisa 1’, mesmo atuando com o número 33, Fernando Miguel carrega em seu pouco tempo de Vasco defesas primorosas na reta final do Brasileirão. A primeira, que não recebeu tanto destaque, aconteceu após pegar pênalti na derrota do cruz-maltino para o Sport por 2 a 1, nos minutos finais da partida, o que deu uma sobrevida aos cariocas para tentarem buscar o empate. Já a segunda, essa sim é especial. Aconteceu na vitória do Vasco sobre o São Paulo por 2 a 0, mas quando o time vencia por uma diferença mínima, o goleiro operou um milagre ao espalmar, a queima-roupa, uma cabeçada do zagueiro do tricolor paulista Rodrigo Caio, na reta final da partida. Para muitos torcedores, se não fosse essa defesa, talvez o clube de São Januário não teria conseguido seguir na série A.

“Essa é aquela defesa que marcou meu primeiro momento no Vasco. Já se criou um vínculo muito grande tanto meu com o clube, quanto com o torcedor. Assim se alimenta a carreira de alguém. A gente precisa construir a nossa casinha de degrau em degrau, tijolo em tijolo. Vamos criando nosso espaço e fazendo o trabalho com muita seriedade e dedicação”, conta.

Foi a partir daí que o goleiro agarrou a titularidade e não soltou mais, numa sequência nada agradável para o cruz-maltino. Primeiro, a derrota em casa por 1 a 0 para o líder do campeonato Palmeiras, que se sagrou campeão naquela partida. Depois, o jogo do ano para o elenco, que estava a um empate de garantir a permanência na série A, em uma semana de extrema dificuldade para o elenco.

“Fica se potencializando possíveis situações, uma queda, se o São Paulo vai ganhar, se o Santos vai ganhar. O que eu falava para todos é que aquele não deveria ser o tom da nossa conversa, e sim fazer uma boa partida e tentar controlar o jogo contra o Ceará. Quando acabasse, não precisaria perguntar o que aconteceu em Chapecó ou no Recife”, frisa.

Apesar das dificuldades que enfrentou com o clube nessa reta final de 2018, o goleiro pode ser considerado pelos jogadores uma das lideranças do elenco. Com contrato até o final de 2019, Fernando Miguel traça metas ambiciosas para a próxima temporada, e se depender do gaúcho, o destino continuará sendo o Vasco.

“Tenho contrato. Entendo que vai ser um ano de muitos avanços, muito trabalho e dedicação e muitos desafios. Nossa exigência precisa ser ainda maior e a gente vai procurar desenvolver de uma forma mais clara aquilo que precisa ser feito. Espero que seja um ano de muitos títulos. Que no fim de 2019, a gente possa comemorar um grande título, e não a permanência na série A”, conclui Fernando Miguel.

Fonte: Torcedores.com

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