Em coletiva com Campello, grandes-beneméritos pedem união no Vasco: “Dia histórico”

Reunião do Vasco com grandes-beneméritos — Foto: Bruno Giufrida / GloboEsporte.com

Presidente se juntou com lideranças políticas do clube; em explicação de decisão, juíza Gloria da Silva diz que Chapa Azul está inapta a ser votada em dezembro, incluindo Eurico Miranda

Em mais um capítulo da longa novela que é a política do Vasco, o presidente Alexandre Campello deu nova entrevista coletiva, mas quem começou a falar foi Eurico Miranda. O ex-presidente afirmou que há uma união o clube está “absolutamente pacificado”.

– Meus amigos, eu acho que hoje é um dia histórico para o Vasco. Principalmente ao pessoal da imprensa, o que eu quero dizer é que hoje é um dia histórico no Vasco. Nós temos aqui reunidos com o Vasco absolutamente pacificado. Estou aqui com as grandes lideranças do Vasco demonstrando que o clube está pacificado. Estou aqui como presidente do Conselho de Beneméritos participando dessa pacificação. O objetivo hoje, claro, é dar uma demonstração de que o Vasco está pacificado internamente. E agora vamos tentar pacificar na Justiça.

À mesa com Eurico e Campello estavam Luiz Manuel, Sonia, Edmilson Valentim, Roberto Monteiro, Silvio Godoy, Olavo, Osório, Sérgio Frias, Eloi, Peralta, João Nóbrega, Denis Carrega, José Luís e Jorge Salgado.

Sede Náutica do Vasco, com grandes-beneméritos e o presidente Alexandre Campello — Foto: Bruno Giufrida/GloboEsporte.com

MAIS DA CRISE POLÍTICA DO VASCO

Instantes antes de começar a coletiva com o pedido de união entre os vascaínos, a juíza Gloria Heloiza Lima da Silva esclareceu alguns pontos de sua decisão. O principal: estão inaptos a votar e ser votados todos os 163 membros da Chapa Azul, assim como Eurico Miranda (candidato da chapa) e membros da Junta Eleitoral.

Esclarecimento da juíza Gloria Heloiza Lima da Silva — Foto: Reprodução

Confira outros tópicos da coletiva desta segunda-feira

Eurico – Isso é um sonho que está se tornando realidade. Eu só quero dizer que sou apenas um dos que está dentro dessa pacificação. Para mim, é o dia da maior importância. (…) Eu acho que conseguimos passar o nosso real objetivo, mostrar que estamos pacificados internamente e que vamos pacificar na Justiça também.

(…)

Objetivo aqui é demonstrar à Justiça que o Vasco está pacificado. O que queremos agora é que a Justiça entenda isso e que o faça também. Só isso. É evidente que o clube não para. Mas o que está sendo demonstrado aqui é que o Vasco está pacificado internamente. Quando falei que seria um momento histórico, é que o Vasco, historicamente, sempre foi um clube com suas divergências políticas. Quando você consegue fazer essa unificação com um objetivo, não é só para agora. É para agora e para frente.

Eu acho que ficou muito clara essa situação. Não nos move nenhum interesse de natureza política, nem pelo poder. O que queremos é mostrar que o Vasco é isso que vocês estão vendo aqui. O Vasco está unido no sentido de viabilizar esse momento.

Eurico Miranda discursa durante a reunião no Vasco — Foto: Bruno Giufrida / GloboEsporte.com

Campello – Boa tarde a todos. Como foi dito pelo Eurico Miranda, hoje é um dia histórico no Vasco. Ouço há mais de 30 anos que o Vasco unido seria ainda maior, mas não imaginava que fosse presenciar um dia como esse. Essa pacificação vem num momento de grande dificuldade do clube. E o Vasco é caracterizado por se unir diante das adversidades. Foi assim na construção do estádio, foi assim quando aceitamos os negros e operários. E está sendo assim nos dias de hoje.

Dias em que o Vasco está vivendo enormes dificuldades, num enorme abismo, e tendo oportunidade de virar essa chave. É importante que as pessoas se dispam das suas vaidades. Para o Vasco era fundamental deixar as diferenças de lado. O que eu quero fazer aqui é proclamar a todos esses que ainda não se uniram que se dispam também da vaidade. Que possamos juntos fazer o futuro do clube. E que se encerre essa briga judicial, para que os problemas sejam discutidos dentro do clube.

(…)

Como vocês já devem ter visto, na decisão liminar a juíza coloca que todos os atos dessa gestão poderão ser ratificados ou não, por quem for eleito e assumir a partir de dezembro. Então, a partir desse momento ninguém assina qualquer contrato com o Vasco. Nós demonstramos anteriormente que existia uma programação financeira e que necessitávamos esse empréstimo para concluir 2018. Com a decisão do Conselho de postergar, hoje o clube não tem recursos para chegar a dezembro.

Naturalmente, já se começa a pensar 2019. Em menos de um mês, você já tem de pensar 2019. Quem renova com o Vasco? Quem não renova? Como traz novos jogadores, se não existe legitimidade nos seus atos? Eu tenho definido essa pacificação desde o início, mas ela não seria possível se não tivesse boa vontade de todos. Acho que essa dificuldade que nos uniu. A situação caótica foi o ponto de partida. A ação do Eurico foi fundamental.

Acho que o momento é de união, de pacificação do clube. Acho que o entendimento é sempre possível, mas não é isso que está em questão aqui agora. É a grave situação do Vasco diante dessa liminar. Toda oposição feita de forma responsável é bem-vinda.

(Sobre balanço entregue por Eurico com auditoria própria) estamos aqui para falar da pacificação, conseguir uma mediação, um equilíbrio dessas vontades dos mais variados grupos. Essa questão é uma questão do Conselho Fiscal.

Não estamos parados, trabalhando para procurar alternativas, embora com muitas dificuldades. Com certeza, a direção está trabalhando muito para que o futebol continue funcionando com salários em dia e todas as condições. Essa é uma mensagem para todos os vascaínos, inclusive para a Sempre Vasco. Volto a dizer: esse é o momento em que precisamos colocar o Vasco em primeiro plano e estamos abertos a conversar.

Olavo de Carvalho – Não é o momento de fazermos nenhuma política. Temos de trabalhar e pensar num Vasco grande.

Roberto Monteiro – Nós aqui nos somamos ao esforço de unificar o Vasco no sentido de construir uma solução. Entendemos que essa até respeitável decisão da Justiça chega ao Vasco num momento ruim. Um momento em que o clube não se encontra no melhor momento futebolístico. Somos vascaínos e atendemos ao chamado dos Beneméritos e Grande Beneméritos. Entendemos que precisamos unir forças contra a decisão que pode levar o Vasco à segunda divisão. Temos de unificar forças para resolver os problemas de forma fraterna e leal.

É nesse sentido de somar forças que prestamos total solidariedade a esse momento de unificação e pacificação do clube nesse momento.

Luiz Manuel – Queria chamar a atenção que as lideranças vascaínas que estão aqui unidas estiveram na última eleição posicionadas em diferentes chapas. Não se trata do pronunciamento de uma ou outra chapa. Todas as lideranças apoiaram chapas diferentes. O que nos une é o entendimento de que o momento do clube é muito grave e que a decisão liminar que suspendeu o último pleito produziu efeitos que podem inviabilizar a gestão do clube num momento em que seu esporte principal enfrenta um grande desafio.

José Luís – Queria me dirigir a todos os vascaínos que deixem essa vaidade de lado. Vamos num caminho só, que é tentar tirar o clube dessa situação. Situação financeira muito preocupante. A questão técnica do Vasco também é preocupante.

Jorge Salgado – Estamos passando por uma situação financeira ruim. Nosso time não ocupa uma boa posição na tabela. Nos pegou de surpresa a decisão da Justiça. A única saída que nós temos é nos unir para que o nosso presidente possa trabalhar em paz.

Sonia Andrade – Me deixa muito preocupada a decisão onde não se tem o contraditório. Qualquer decisão tem de ter direito ao contraditório. A falta do contraditório gera a insegurança jurídica. E isso vai afetar diretamente o futebol, sim, mas principalmente as pessoas. Imaginem as pessoas que vão ficar sem os seus salários. Pessoas que têm responsabilidade de alimentar outras pessoas. É muito importante que essa decisão atinge pessoas que estão por trás do campo de futebol.

Sérgio Frias – Esse momento tem de ser balizador do futuro do Vasco. Tem de crescer, buscar forças.

Denis Carrega – Todos os vascaínos já se uniram outras vezes e trouxeram o Vasco para seu devido lugar. É a hora de se pensar única e exclusivamente no Vasco. Uma instituição de 120 anos não pode ser tratada da forma que está sendo tratada. Temos de respeitar aqueles que lá atrás se uniram, construíram São Januário e todos os outros benefícios. Essa decisão (da Justiça) inviabiliza o Vasco.

Elói Ferreira – Momento desafiador. O Vasco nunca fugiu de desafios. Em todos os momentos de desafio, o Vasco construiu uma grande unidade, compreendendo a grandeza do Vasco, o tamanho do Vasco. Tenho para mim que esse momento é simbólico e aponta para que o judiciário observe o tamanho do problema, o tamanho do prejuízo que ele traz, nem para o Vasco, mas para o desporto nacional.

Advogada dra. Portela – Presencio essa reunião com muito orgulho do Vasco e de todos os poderes e representações que aqui estão. Esse fato histórico que hoje está sendo presenciado por todos na sede náutica representa o pensamento de todos os vascaínos interessados no renascimento da instituição. Esse será o início da caminhada. Fico muito feliz de o nosso próximo passo ser uma eventual composição e uma nova era.

Fonte: GloboEsporte.com

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