Opinião: Reflexões sobre possíveis desdobramentos da anulação das eleições no Vasco

Não bastassem as dificuldades em campo que nossa equipe atravessa, mais uma vez a política no Vasco é fator de instabilidade que pode ser crucial para o livramento do rebaixamento ou não e mesmo para o futuro da nossa amada instituição. Aliás, talvez seja mais coerente afirmar que atravessamos problemas em campo justamente pela instabilidade política que ultimamente se tornou uma constante em se tratando de CRVG.

Mas hoje quero fazer um exercício de reflexão sobre alguns possíveis desdobramentos que podem advir caso se confirme a decisão de anulação das eleições. Quando digo “confirmar” é porque provavelmente essa decisão será objeto de recurso e eventualmente poderá ser cassada ou mesmo modificada.

Vejamos:

Mesmo com todas as críticas possíveis à atual gestão, há um dado que ninguém pode discordar: o trabalho que está sendo realizado de “limpeza” do quadro social pelo atual Vice Presidente de Comunicações é exemplar, o que efetivamente traria segurança e credibilidade para o próximo pleito, trabalho este que ainda não foi concluído – porque obviamente demanda tempo – de tal sorte que mesmo as novas eleições em dezembro próximo são passíveis de fraude, já que ainda há muitos “mensaleiros” no quadro social.

Nesse sentido, muito pouco efeito prático terá a decisão proferida semana passada. É importante deixar claro: se ocorreu fraude, correta é a decisão de anular as eleições.

Não se trata, portanto, de discutir o acerto da decisão, mas os seus efeitos. Corremos sério risco de que o resultado das novas eleições também seja impugnado sob a alegação de fraude, fato que vai agravar exponencialmente a crise que o Clube enfrenta, criando uma vertiginosa falta de credibilidade junto a patrocinadores e mesmo atletas de escol que certamente vão pensar duas vezes antes de acertar com um Clube que convive com esse cenário de incerteza política.

Mais sensato, a meu ver, seria a fixação de um prazo razoável para que o quadro social fosse passado a limpo, inclusive com o acompanhamento de representantes da oposição, período no qual o atual presidente se manteria à frente da Diretoria Administrativa, e só então fosse designada a data para a realização de novas eleições.

É que, conforme dito acima, marcar novas eleições não impedirá que aqueles que ingressaram indevidamente no quadro social venham a votar, senão depois de concluído o trabalho sério que vem se desdobrando desde que o atual Vice Presidente de Comunicações Diego Carvalho, assumiu.

O que quero dizer com isto é o seguinte: embora justa a anulação das eleições, a maneira como está posta pode dar margem a infinitos questionamentos, já que, repito, o quadro social ainda está contaminado.

Nessa linha de raciocínio, temo que a emenda saia pior que o soneto.

Saudações Vascaínas.

Jefferson Barreto, carioca, suburbano e cervejeiro é advogado, historiador, administrador do Grupo Vascaínos Unidos e Vascaíno inveterado.

Imagem: Reprodução da internet

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