Investidor é apresentado aos conselheiros, mas anulação da eleição vira assunto principal

A reunião do Conselho Deliberativo do Vasco na noite desta sexta-feira, na sede náutica da Lagoa, tinha como pauta principal a apresentação do fundo de investimento Elite Management, apontado como candidato a possível parceiro do clube. Outro assunto, no entanto, dominou a roda de conversas: a decisão da juíza Gloria Heloiza Lima da Silva de anular a última eleição presidencial e marcar outro pleito para dezembro.

Alexandre Campello afirmou aos conselheiros que anulação da eleição e a “insegurança jurídica” podem inviabilizar o recebimento do empréstimo de R$ 31 milhões obtido pela diretoria, aprovado recentemente pelo Conselho Deliberativo, e que seria depositado na conta do clube até o fim da próxima semana. Além do problema com pagamento de salários, Campello disse que o time de basquete corre o risco de não participar da próxima edição do NBB.

– Nós entendemos que essa é uma decisão infeliz, precipitada. Pressupõe-se que uma liminar é para evitar algum prejuízo, e tudo que essa liminar fez foi causar prejuízos ao clube. Pedimos que o clube tivesse direito ao contraditório, no entanto a decisão foi tomada sem que o clube pudesse se posicionar. Obviamente, acreditamos na Justiça, continuamos confiantes. Vamos trabalhar para derrubar essa liminar, que, se mantida, leva o clube a um colapso – disse Campello, que preferiu não confirmar se vai se candidatar novamente em caso de outra eleição.

Presidente do Conselho dos Beneméritos, Eurico Miranda afirmou que a anulação da eleição inviabiliza o Vasco. Ele disse também que não se canditaria para o novo pleito caso fosse liberado pela justiça.

– O que eu quero é que o Vasco não seja inviabilizado e essa decisão inviabiliza o Vasco nesse momento. Só isso. Não quero que modifique ou não modifique a decisão. Não tenho nada contra isso. Pelo contrário, o problema de uma decisão dessas é que inviabiliza o Vasco.

Candidato da chapa “Sempre Vasco” na última votação, Julio Brant voltou a comentar a decisão da Justiça.

– Quero parabenizar a decisão do Tribunal de Justiça do Rio, que vem entendendo o processo e atuando de forma a deixar claro de que não há ninguém acima da lei. A gente sempre acreditou na Justiça, nas duas campanhas que fizemos, atuamos dentro das regras do Estatuto. Buscamos a Justiça e a resposta foi a que a gente esperava. Nossa chapa terá um candidato que decidiremos em reunião posterior.

Fundo de investimento

Na reunião desta sexta, o fundo de investimento Elite Management foi apresentado aos conselheiros. Em inglês, com tradução feita por Brant, o representante Omar Popov discursou e respondeu a alguns questionamentos. Por fim, ficou decidido que a questão será levada para a diretoria administrativa e, se for o caso, retornará ao Deliberativo para aprovação da parceria.

O fundo vai enviar uma carta-proposta ao Vasco. Em caso de aceitação, será feita uma avaliação no prazo de 60 a 120 dias para estabelecer o capital a ser investido. A proposta, segundo Brant, é de um investimento de R$ 80 milhões a R$ R$ 100 milhões em projetos no clube em troca de uma taxa de juros negociável, garantias de cotas de TV e valorização de jogadores.

Apesar de não ter mostrado animação com o que chamou de uma apresentação “superficial”, Alexandre Campello disse que irá analisar se a parceria seria boa para o clube.

– Somente após uma análise da diretoria é que deveria ter sido trazido para o Conselho. Foi uma apresentação superficial. O representante sequer diz quais são as outras empresas, os outros clubes que eles investem para que a gente possa avaliar a seriedade. Mas nos colocamos à disposição para recebê-los e tentar entender melhor tudo isso – disse o atual mandatário.

Responsável pelos contatos com o Elite Management, Julio Brant destacou que o recurso não poderá ser utilizado para quitar despesas correntes do clube, por exemplo.

– É uma conversa inicial. A diretoria administrativa aceitando conversar e estruturar a operação com o fundo, começa um trabalho de troca de documentação e, aí sim, se define valor, prazo, custo da operação. Deve levar de dois a três meses para se resolver. O dinheiro não pode ser utilizado para pagar despesas correntes, tem que ser utilizado para um projeto. É o clube que vai dizer – explicou Brant.

Fonte: globoesporte

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