Advogado do grupo Sempre Vasco espera pronunciamento da Justiça sobre eleições do Vasco

A semana é de expectativa por uma decisão política envolvendo o Vasco. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) é esperado para se pronunciar até o fim desta semana sobre o pedido de liminar que pede a anulação da eleição do Vasco, em ação impetrada pelo grupo “Sempre Vasco”, liderado pelo ex-candidato à presidência Julio Brant. Isto ocorre após a Delegacia de Defraudações da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro ter finalizado inquérito na semana passada que conclui irregularidades no processo eleitoral vascaíno, o qual culminou na vitória de Alexandre Campello, que assumiu a presidência para o triênio 2018-2020.

Esta ação é um desdobramento da urna 7 da primeira parte da eleição do Vasco – que ocorre de forma indireta -, a qual foi anulada pela 52ª Vara Cível do TJRJ no início do ano. Como o HD do clube não tem validade como prova na área cível – atualmente apenas é válido na esfera criminal em decisão do Pleno do Rio -, as investigações da Polícia Civil, que duraram cerca de dez meses, pegou o depoimento de 21 envolvidos com o processo, o qual o LANCE! teve acesso e mostrou na última quinta-feira em sua íntegra – clique aqui para ler a reportagem.

– Acreditamos na Justiça. Desde o processo da urna 7, a Justiça vem cumprindo o seu papel de zelar pela ética e lisura do processo eleitoral do Vasco. O artigo 73 do Estatuto do Vasco da Gama é claro: se há irregularidade na eleição do clube, e o inquérito policial assim conclui, novas eleições devem acontecer. Com certeza, todos os vascaínos querem acabar com esse histórico de eleições com resultados duvidosos. Na forma da lei, estamos lutando incansavelmente por isso – afirmou João Riche, advogado do grupo “Sempre Vasco”, em contato com o LANCE!.

A conclusão do inquérito, assinada pela delegada Patrícia de Paiva Aguiar, aponta que “as oitivas dos citados sócios como ‘mensaleiros’ entram em contradição com as dos funcionários citados como captadores de sócios”. Segue dizendo o relatório final do inquérito que “esses funcionários negam qualquer tipo de atividade suspeita no que tange a captação desses sócios”. Afirma ainda que “não resta dúvida de que houve irregularidades na captação de sócios para o clube, mais precisamente, para votarem na eleição do Conselho Deliberativo”.

O documento da conclusão do inquérito segue dizendo que “em contrapartida, as oitivas dos referidos sócios ‘mensaleiros’ têm em comum fichas cadastrais assinadas e não preenchidas pelos mesmos, assim como muitos realizam o pagamento das mensalidades de forma indireta, quase sempre entregando o dinheiro para que alguém pague e quase nunca indo fazer o pagamento diretamente onde deveria, ou seja, na secretaria do clube. No entanto, isso não foi motivo de questionamento de irregularidade”. Nos bastidores, os envolvidos na ação acreditam que a liminar aponte pela anulação por seguir a mesma lógica da urna 7, agora com a prova do inquérito finalizado.

Com o inquérito finalizado, vale destacar, o mesmo foi entregue à promotoria do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), para que se dê prosseguimento ao caso. O documento, além de ter sido incluído como prova na ação do grupo “Sempre Vasco” que pede a anulação da eleição, pode ser usado pelo MPRJ que também pode entrar com uma segunda ação com este pedido de anulação, além de definir se oferecerá denúncia para o funcionário do Vasco indiciado no caso.

Fonte: Lance

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