Aos 35 anos, ex-vascaíno Rodrigo Souto anuncia aposentadoria

Foram quase 20 anos de carreira, mas a trajetória de Rodrigo Souto no futebol chegou ao fim. Após uma breve passagem pelo Olaria, da segunda divisão do Rio, o volante anuncia que não atuará mais profissionalmente.

– Eu estou largando o futebol. Sempre fui tranquilo quanto a isso. Não tem nada de problema em parar. Nada dessas coisas de depressão. Porque eu sempre fui muito tranquilo e sabia que essa hora iria chegar – afirma.

Aos 35 anos, Rodrigo Souto soma passagem por diversos clubes na carreira: Vasco, São Paulo, Botafogo e Santos foram alguns deles. Morando no Rio de Janeiro, sua cidade natal, ele afirmou que ainda não decidiu o que fará longe longe dos gramados, mas revelou que está se dedicando a um antigo hobby: soltar pipa.

– Por enquanto, eu ainda não parei para pensar. Porque, quando a gente está jogando, não dá muito tempo para pensar, porque tem a correria de treino, concentração, jogos. Então eu ainda não pensei. Estou jogando as minhas “peladas” e soltando a minha pipa, que é o que eu gosto de fazer. A galera até pergunta: “Pô, agora que você parou, fala o seu time”. E eu não falo que eu tenho. Só estou curtindo soltar pipa, jogar a minha bola mesmo.

A carreira de Rodrigo Souto teve início no São Cristóvão-RJ, mesmo clube que revelou Ronaldo Fenômeno. De lá, se transferiu para o Vasco, onde atuou profissionalmente entre 2002 e 2004.

Após deixar o Cruz-Maltino, rodou por Atlético-PR, Figueirense e viveu o seu melhor momento no Santos, onde atuou por três temporadas, entre 2007 e 2009.

– Para mim, no Santos foi o ápice da minha carreira. Foi muito bom jogar lá, assim como no São Paulo também. Eu tenho um carinho por todos os clubes que eu joguei, mas eu tenho até mais carinho dos clubes paulistas do que dos cariocas. Também tenho um carinho muito grande pelo Figueirense, onde tive duas passagens. Um lugar excelente de trabalhar – lembra.

Foi no clube paulista, inclusive, que o volante chamou a atenção, no fim de 2009, do PSG, que, na época, ainda não era tão badalado como hoje, mas já contava com alguns jogadores conhecidos, como Ludovic Giuly, Claude Makélélé e Grégory Coupet.

O clube francês fez uma proposta de cerca de € 4,5 milhões de euros para comprá-lo. O Santos aceitou a oferta, mas, na época, noticiou-se que o jogador não teria chegado a um acordo com o PSG devido aos altos impostos cobrados na França. Oito anos depois, Rodrigo Souto negou a informação.

– Não, eu não me arrependo. Acabou que por algum motivo, as coisas não andaram. E até hoje eu não sei dizer o motivo. Eu fiquei no Santos, onde vivi o melhor momento da minha carreira. Mas, com certeza, se eu tivesse ido, teria dado um salto muito grande na minha carreira ao jogar na Europa. Mesmo recebendo menos, eu iria dar um passo para frente. Mas não aconteceu – conta Rodrigo, que ainda lembra de outras ofertas na época.

– As coisas também não andaram para eu ir para a Rússia. O contrato já estava até na mesa para o Santos, mas não se concretizou, e eu também não sei o motivo. Mas também apareceram coisas de Portugal, Espanha, França, de vários lugares. Depois eu fui jogar no Japão, onde foi um aprendizado de vida.

Após deixar o Santos no fim de 2009, Rodrigo Souto se transferiu para o rival São Paulo e, a partir daí, rodou por Júbilo Iwata (Japão), Náutico, Figueirense, Botafogo, Penapolense, Resende e chegou a se aventurar no futebol de praia pelo Corinthians.

Seu último desafio foi pelo Olaria, onde só atuou em sete partidas na temporada. Segundo ele, as lesões foram determinantes para anunciar o fim da carreira após a passagem pelo time da Rua Bariri.

– Estou parando mais por causa das lesões. Tive muitas lesões. Se eu não tivesse, até daria para continuar, sem demagogia – afirma.

Fonte: GloboEsporte.com (texto), Reprodução Internet (foto)

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