Em especial sobre os 20 anos da Libertadores, Vasco relembra importância da torcida

Torcida fez a festa nas ruas do Rio após o título

No quarto dia da série de reportagens especiais sobre os 20 anos da conquista da Libertadores, o Site Oficial do Vasco vai falar sobre o maior patrimônio do Club, que mesmo sem fazer gol, foi fundamental na campanha daquele título: a torcida. Em São Januário, o desempenho naquela competição foi quase perfeito: em sete jogos, foram seis vitórias e apenas um empate. Foram 12 gols marcados e apenas dois sofridos. O verdadeiro Caldeirão para os adversários.

Quem participou daquela campanha lembra da força do estádio e da torcida. Um dos jogadores mais experientes daquele time, Luisinho Quintanilha conta que o que tem de mais fresco na memória 20 anos depois daquele título são as idas do elenco da concentração até São Januário nos dias de jogo. Segundo o ex-volante, quando o ônibus chegava no Largo da Cancela (uma distância de pouco mais de 1km) ele praticamente era levado pela multidão de vascaínos.

– A principal lembrança que eu tenho de 98 é quando a gente chegava em São Januário. Lá na Cancela, parecia que a gente não ia chegar em São Januário. A rua tava lotada, tomada por torcedores do Vasco e a impressão é de que o ônibus que era carregado até o estádio. Aquilo nos transformava de tal forma, que nós descíamos pro vestiário com a certeza da vitória. Além de todo o trabalho, que era muito bem feito, a qualidade do time, o lado do torcedor foi fundamental nessa conquista – conta Luisinho.

A força do time no Caldeirão era tão grande, que algumas peculiaridades daquela época marcaram até jogadores muito experientes já em 98, como o capitão Mauro Galvão, que relembra dos longos foguetórios quando o time entrava em campo até a superlotação de São Januário em dia de jogos da Libertadores:

– A torcida do Vasco é muito exigente. Eles nos cobravam muito para vencer em São Januário. No momento que acertamos, conseguimos bastante apoio. Na volta do México, aquele empate com o América lá foi bom e crescemos na competição. Em casa ganhamos praticamente todos os jogos, sempre com a ideia de fazer São Januário um caldeirão e a torcida nos abraçou. O que o Luisinho falou realmente acontecia. Demorávamos muito da Cancela até o estádio porque a multidão nos levava. Lembro de uma imagem que é bem significativa também. Os jogos ficavam tão cheios que tinha gente até na marquise de São Januário.

Na decisão, a partida de volta acabou sendo em Guaiaquil, no Equador. Na volta, os jogadores sentiram ainda mais a força da torcida do Vasco, só que dessa vez, também longe do Caldeirão. Recepcionados por uma multidão no aeroporto, os campeões da América desfilaram em um carro do Corpo de Bombeiros pela Cidade Maravilhosa.

VASCO EM SÃO JANUÁRIO NA LIBERTADORES 98

Fase de grupos:
26/3/1998 – Vasco 3 x 0 Grêmio – Gols: Luizão (2) e Donizete
3/4/1998 – Vasco 2 x 0 Chivas (MEX) – Gols: Luizão (2)
9/4/1998 – Vasco 1 x 1 América (MEX) – Gol: Richardson

Oitavas de final:
15/4/1998 – Vasco 2 x 1 Cruzeiro – Gols: Luizão e Donizete

Quartas de final:
6/6/1998 – Vasco 1 x 0 Grêmio – Gol: Pedrinho

Semifinal:
16/7/1998 – Vasco 1 x 0 River Plate (ARG) – Gol: Donizete

Final (jogo de ida):
12/8/1998 – Vasco 2 x 0 Barcelona (EQU) – Gols: Donizete e Luizão

Fonte: Site Oficial do Vasco

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