Mauro Galvão relembra conquista da Libertadores


No terceiro dia da série de reportagens especiais sobre os 20 anos da conquista da Libertadores, o Site Oficial do Vasco vai contar um pouco da história do capitão daquele time: Mauro Galvão. O zagueiro começou a carreira no Internacional e passou por Bangu, Botafogo, Lugano (SUI) e Grêmio antes de chegar em São Januário. Com 36 anos e sob desconfiança, Galvão foi uma aposta da diretoria e do técnico Antônio Lopes e deu muito certo.

Apesar de ser o jogador mais velho do elenco, demorou um ano para Mauro Galvão assumir a braçadeira de capitão. Quando chegou, em 97, o dono da faixa era Edmundo. Ídolo da torcida e craque do time na conquista do Brasileirão daquele ano, o Animal deixou o Vasco após o tri nacional e Antônio Lopes não teve dúvida em escolher o seu representante dentro de campo.

– O Mauro era um cara muito sério, experiente, que trabalhava forte. Ele era um exemplo para os jogadores mais jovens daquele elenco, como Felipe, Pedrinho, Vagner e Luizão. E o Odvan ganhou muita confiança jogando ao lado dele. Foi uma defesa que se encaixou rápido e se entendeu muito bem – disse o Delegado, em conversa com o Site Oficial.

Em papo com o Site Oficial, Mauro Galvão ressalta que o mais importante naquela conquista foi a manutenção do elenco que venceu o Brasileirão no ano anterior. As únicas mudanças foram no ataque, já que saíram Edmundo e Evair, mas chegaram Donizete e Luizão. Outros nomes, como o lateral-direito Vitor e o meia Vágner chegaram ao clube e foram importantes.

– Lembro que nossa base era o time campeão de 97, então aconteceram poucas mudanças. Só no ataque. Mas o Donizete e o Luizão chegaram muito bem, com outra característica e encaixaram muito bem. Isso foi fundamental. Pouca mudança, o Lopes não precisou mexer muito no time. O time era acostumado com jogos grandes, não sentia.

Quem imaginava que, quando contratados, Mauro Galvão e Odvan ser tornariam uma das duplas de zaga mais vitoriosas da história do Vasco, provavelmente seria considerado muito otimista. Enquanto o primeiro chegava ao clube na reta final da carreira, o outro era uma aposta contratado junto ao Americano, de Campos. Enquanto Galvão se destacava pela técnica e leitura de jogo, Odvan fazia diferença na força e no vigor físico. Os dois se completavam em campo, como bem definiu o Capitão América:

– São situações que acontecem dentro do futebol. O Odvan tem uma característica bem definida. Muito forte e bom na bola aérea. Tinha uma recuperação muito boa. Vivia o auge da forma física, tinha 23 anos. Ele soube chegar e não sentiu a mudança. Sempre ouviu a gente, sempre soube entender o que a gente pedia. E foi um cara com atitude positiva, que é importante dentro do futebol. Fez por merecer essa história e fizemos uma dupla vencedora. Ficou marcado. Todo lugar que vou, falam dessa dupla. A torcida do Vasco sempre me lembra.

Fonte: Site oficial do Vasco

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