Xará desconhecido do Vasco foi primeiro entre homônimos no futebol

Era fim de 1915 quando o Clube de Regatas Vasco da Gama, renomado no remo desde o dia 21 de agosto de 1898, criou seu departamento de futebol. Estreou no esporte bretão “somente” em 1916, tardiamente se comparado a grandes daquela época como Fluminense, Botafogo, Flamengo, Bangu…

Estreara de forma tardia até se comparado ao seu xará Club Vasco da Gama-AM, “nascido” no dia 11 de outubro de 1913. E é sobre o homônimo menos afamado a narrativa a seguir. As histórias do “primo rico” do Rio de Janeiro e o “primo pobre” do Amazonas são recheadas de semelhanças, principalmente em relação aos portugueses.

O clube amazonense, inclusive, foi o primeiro do Brasil com esse nome a jogar futebol. E ninguém que não fosse português poderia vestir aquela camisa. Começou em meados de 1913 e ainda disputou duas edições do estadual, em 1914 e 1915. Até que fundiu-se a outro clube e fechou as portas.

– O Vasco acabou desistindo e se retirando no meio do Amazonense e 1915, devido a um desentendimento com os dirigentes da liga amazonense de futebol. Após o fim do campeonato, o Vasco continuou realizando amistosos até que, em agosto de 1915, acabou se fundindo com outro clube de origem portuguesa chamado Onze Português. Dessa união surgiu um novo clube: União Sportiva Portuguesa – conta o historiador Gaspar Vieira Neto.

A origem

Em 1913, o futebol já estava consolidado no gosto da sociedade amazonense e times surgiam na capital Manaus com mais frequência. Foi quando um grupo de jovens portugueses amantes do esporte bretão resolveram fundar um clube que só aceitasse seus conterrâneos, assim como o Luso, um outro clube de futebol que já existia na cidade e seu grande rival.

Reunidos, os jovens fundaram, no dia 11 de Outubro de 1913, o Club Vasco da Gama. As suas cores escolhidas foram o preto e branco e sua primeira diretoria deu o seguinte resultado: presidente – Manoel Pinto; primeiro secretário – Fausto Paiva; segundo secretário – José Ribeiro; tesoureiro – José Guimarães; delegado – Antônio Batista; e capitão – Temístocles Soeiro.

A estreia

Definido os seus times titular e reserva, o Vasco estreou na modalidade no dia 15 de novembro de 1913, no campo do Bosque Municipal, contra o Manaos Sporting. O Cruz-maltino perdeu por 4 a 1. Naquele mesmo ano, mas em dezembro, foi convidado para realizar dois jogos contra uma nova equipe: o Rio Negro, que segue em atividade, agora prestes a completar 105 anos.

No primeiro jogo, golearam o Galo da Praça da Saudade por 5 a 1. Na revanche, nova goleada, dessa vez por 5 a 2. Ambos os jogos foram no Bosque Municipal.

As participações no estadual

Em 1914, durante a primeira edição do Campeonato Amazonense (fase amadora), o Vasco se inscreveu para participar das duas divisões do estadual. O time titular disputaria a elite no Bosque Municipal, enquanto o time reserva disputaria a Série B na Praça Floriano Peixoto. Perdeu por 3 e 0 para os ingleses do Manaos Athletic na estreia e, no fim do torneio, terminou em último.

Em 1915, novamente o Vasco se inscreveu nas duas divisões do Campeonato Amazonense. Mas retirou-se ao longo do certame, devido a um desentendimento com os dirigentes da então Liga Amazonense de Futebol, atual Federação Amazonense de Futebol (FAF).

A extinção

Após o fim do campeonato daquela temporada, o Vasco continuou realizando amistosos. Até que, em agosto de 1915, fundiu-se com outro clube de origem portuguesa, chamado Onze Português. Dessa união, surgiu um novo clube: a União Sportiva Portuguesa.

Enquanto isso, o Vasco da Gama “original” só criou seu departamento de futebol no final de 1915, disputando seu primeiro jogo em 1916, quando o Vasco-AM já estava extinto. Não há informações que confirmem que os fundadores do Vasco-AM possuía ligação como seu xará do Rio de Janeiro.

Fonte: GloboEsporte.com

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