Reunião faz Vasco deixar contratação de novo treinador de lado


A definição sobre quem será o novo técnico do Vasco pode esperar. Atualmente, todas as atenções da diretoria estão voltadas para a reunião do Conselho Deliberativo que acontecerá nesta sexta-feira, na Sede Náutica da Lagoa. Será quando o presidente Alexandre Campello abrirá para votação dos conselheiros seu desejo de pegar empréstimo bancário de R$ 38 milhões para o clube.

Nos últimos dias, o dirigente tem priorizado a articulação política. Os contatos com diferentes grupos se intensificaram. O expediente tem consumido boa parte do tempo de Campello. Depois da recusa inicial de Abel Braga para assumir o time de São Januário no lugar de Jorginho, Valdir Bigode ganhou tempo como técnico interino – está confirmado à frente do time na partida contra o Ceará, segunda-feira, em São Januário. E com isso o presidente passou concentrar esforços no convencimento dos conselheiros de que o empréstimo é necessário para o clube.

O argumento é de que, sem o dinheiro, o Vasco dificilmente conseguirá pagar as contas até o fim do ano. Para isso, a diretoria preparou apresentação que já passou pelo Conselho de Beneméritos. Nos cálculos do clube, o Vasco terá até R$ 44 milhões de recebimentos até dezembro, contra pagamentos na ordem de R$ 92 milhões.

O uso de receitas futuras de transmissão de TV como garantia para o empréstimo bancário é um dos pontos criticados pelos opositores, que alegam descumprimento ao Profut. A diretoria garante que o pagamento ao banco ocorrerá até o fim da atual gestão, enquanto que o grupo Sempre Vasco, de Julio Brant, discorda e deve votar contra o empréstimo na reunião. Além disso, reclamam de falta de transparência a respeito dos cálculos e de como esse dinheiro do empréstimo será usado.

A Identidade Vasco, também numerosa no Conselho Deliberativo, deve votar contra o empréstimo. Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo e ex-aliado do presidente Alexandre Campello, é quem lidera o grupo por uma reprovação. Apesar de reconhecerem a necessidade do dinheiro, alegam que o clube precisa parar de apelar para empréstimos para sobreviver.

Por outro lado, os conselheiros próximos a Eurico Miranda tendem a aceitar o pedido de Alexandre Campello e teoricamente garantir o fôlego financeiro até dezembro. Otto de Carvalho Júnior, outra liderança em ascensão no clube, também deve votar a favor da diretoria.

Fonte: Extra Online

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