Jomar, do Vasco, encara o Palmeiras como exemplo para comunidade da Lagartixa

O apelido carrega certa dose de bom humor mas, neste domingo, o Vasco precisa que Jomar seja de fato, Jomito. Contra o o atual campeão Palmeiras, às 16h, em São Paulo, o time fará sua estreia no Campeonato Brasileiro com o zagueiro de titular. O filho ilustre do Morro da Lagartixa, em Costa Barros, subúrbio do Rio, terá a torcida de quem vê nele inspiração.

Foi no campo do projeto social tocado há 17 anos por Alcelino Souza, mais conhecido como Lico, que Jomar deu seus primeiros chutes. Para os cerca de 200 atletas, de 7 a 20 anos, que treinam ali, Jomar é o maior exemplo de que a bola pode ser um atalho para uma vida melhor, longe das tentações de dinheiro e poder do tráfico.

– É uma luta injusta que travamos aqui. O garoto, se quiser, ganha 300 pratas para ficar com um rádio na mão, desperta o interesse das mulheres da comunidade -lamenta Lico, ex-meia que iniciou sua carreira no Botafogo e rodou por clubes do interior de Minas: – Mas sempre uso Jomar como exemplo. Falo para os garotos: se ele está onde está é porque sempre foi muito determinado, lutou muito. Ele anda sumido, estamos com saudade.

Jomar começou no Projeto Jovem do Bem aos 6 anos. Ainda hoje o treino é interrompido de vez em quando, quando há confronto e a troca de tiros fica muito intensa. Do mesmo jeito que conta vitórias, como o caso do zagueiro do Vasco, Lico lista derrotas, de meninos que trocaram o futebol pela vida marginal. Apesar das dificuldades, a ordem é não desistir. Foi o que Jomar fez para vingar no futebol.

– Queremos tirar os garotos do morro. Futebol é difícil, mas muita gente que passou por aqui virou trabalhador – comemora Lico.

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14/05/17 02:00
Jomar, do Vasco, encara o Palmeiras como exemplo para comunidade da Lagartixa

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Crianças da escolinha de Lico estão na torcida por Jomar Foto: Bruno Marinho
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Bruno Marinho
O apelido carrega certa dose de bom humor mas, neste domingo, o Vasco precisa que Jomar seja de fato, Jomito. Contra o o atual campeão Palmeiras, às 16h, em São Paulo, o time fará sua estreia no Campeonato Brasileiro com o zagueiro de titular. O filho ilustre do Morro da Lagartixa, em Costa Barros, subúrbio do Rio, terá a torcida de quem vê nele inspiração.

Foi no campo do projeto social tocado há 17 anos por Alcelino Souza, mais conhecido como Lico, que Jomar deu seus primeiros chutes. Para os cerca de 200 atletas, de 7 a 20 anos, que treinam ali, Jomar é o maior exemplo de que a bola pode ser um atalho para uma vida melhor, longe das tentações de dinheiro e poder do tráfico.

– É uma luta injusta que travamos aqui. O garoto, se quiser, ganha 300 pratas para ficar com um rádio na mão, desperta o interesse das mulheres da comunidade -lamenta Lico, ex-meia que iniciou sua carreira no Botafogo e rodou por clubes do interior de Minas: – Mas sempre uso Jomar como exemplo. Falo para os garotos: se ele está onde está é porque sempre foi muito determinado, lutou muito. Ele anda sumido, estamos com saudade.

Jomar começou no Projeto Jovem do Bem aos 6 anos. Ainda hoje o treino é interrompido de vez em quando, quando há confronto e a troca de tiros fica muito intensa. Do mesmo jeito que conta vitórias, como o caso do zagueiro do Vasco, Lico lista derrotas, de meninos que trocaram o futebol pela vida marginal. Apesar das dificuldades, a ordem é não desistir. Foi o que Jomar fez para vingar no futebol.

– Queremos tirar os garotos do morro. Futebol é difícil, mas muita gente que passou por aqui virou trabalhador – comemora Lico.

Lico atuou nos juniores do Botafogo na década 1980
Lico atuou nos juniores do Botafogo na década 1980 Foto: Bruno Marinho
‘Fico feliz por representar a comunidade’

Jomar não se esquece dos ensinamentos que recebeu de Lico no projeto. A experiência que o ex-meia acumulou com os anos – embora ele afirme que foi um atleta apenas mediano – ajudou o zagueiro do Vasco a chegar onde chegou.

– Vindo de onde eu vim é complicado ser jogador, precisa superar um monte de coisa. Mas Lico, meu pai, o pastor, todo mundo me deu muito conselho, me ajudou muito – diz Jomar.

Segundo o vascaíno, é um orgulho representar o Morro da Lagartixa no Brasileiro:

– Sou um exemplo para a comunidade e fico muito feliz em representá-los. Graças a Deus consegui vencer e hoje defendo um clube como o Vasco. É muito orgulho.

Contra os campeões, zaga é posta à prova

Aos 24 anos, Jomar não pode ser mais considerado um novato. O zagueiro já viveu tudo no Vasco. Sua estreia, ainda em 2011, foi durante a boa fase em que o time foi campeão da Copa do Brasil e vice brasileiro. De lá para cá, também foi bicampeão estadual, mas amargou duas quedas para a Série B do Brasileiro.

O jogador nunca conseguiu se firmar entre os titulares, mas tem sido sempre requisitado pelos técnicos quando há problemas no setor. É o caso deste domingo, contra o Palmeiras. Enquanto a diretoria não confirma as contratações de Anderson Martins e Paulão, será com Jomar ao lado de Rafael Marques que Milton Mendes escalará a zaga do Vasco.

Em um jogo em que o favoritismo está do lado dos paulistas, que contarão com a reestreia de Cuca como técnico, Jomar sabe que terá muito trabalho, junto a toda a defesa do time da Colina. Conhecido pelo jeitão alto astral, ele não se intimida e mantém a confiança lá em cima para a partida:

– Temos que jogar de igual para igual, encurtando os espaços dos jogadores que se destacam. Vamos tentar um resultado positivo. Nossa luta é para ficarmos entre os quatro primeiros.

Fonte: Extra Online

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