Uma coleção de fracassos


O começo do Campeonato Brasileiro está próximo. Eurico Miranda já disse que o elenco do Vasco vai para as cabeças e estará na Copa Libertadores de 2018. Profecia extremamente otimista para quem, como presidente do clube, acumula fracassos na Série A do Brasileirão. O melhor desempenho foi em 2006, quando o Cruz-Maltino brigou com o Paraná por vaga na Libertadores até a rodada final, terminou em sexto lugar, e ficou fora da competição internacional. Houve também algumas campanhas medíocres. E na última participação na elite do futebol nacional veio o rebaixamento.

Vou fazer logo de cara um esclarecimento importante direcionado aos fãs do dirigente. De acordo com o site oficial do Vasco, Eurico Miranda foi eleito para a presidência pela primeira vez em 16/1/2001 e empossado dia 22 daquele mês, ou seja, ele assumiu o clube pouco depois do título conquistado na decisão contra o São Caetano (18/1). Seria um absurdo considerar Eurico o presidente campeão brasileiro de 2000 – que deveria terminar em dezembro daquele ano – mesmo se já ocupasse o cargo no dia da final em janeiro, mas mesmo assim resolvi citar essas datas.

E então, no primeiro ano deste século, começou a triste trajetória do Vasco na Série A do Campeonato Brasileiro com Eurico Miranda na presidência do clube. A primeira fase previa a classificação de oito times para o mata-mata e o Cruz-Maltino, apesar dos gols de Romário, terminou o campeonato na 11ª posição. Em 2002, a equipe mais uma vez não foi para as quartas de final e fechou a competição em 15° lugar. Na temporada seguinte seguiu a decadência vascaína – 17ª colocação na primeira edição dos pontos corridos.

E a mediocridade continuou: 16° em 2004 e 12° em 2005. Em 2006, campanha digna, mas sem final feliz. Afinal, lutar por Libertadores com o Paraná até o fim e ficar sem a vaga não foi fácil para a torcida. Em 2007, o Vasco terminou em 10°. No ano seguinte, a vitória sobre o Ipatinga marcou o último jogo pelo Brasileiro com Eurico na presidência. Não, ele não teve culpa no rebaixamento. Quando saiu, praticamente na metade do turno, o time estava no meio da tabela e, àquela altura, ninguém cogitava a inédita queda.

O responsável pelo rebaixamento foi Roberto Dinamite, que tomou posse em 1° de julho de 2008. Não foi Eurico que contratou Tita para técnico. Não foi Eurico que recheou o elenco com vários jogadores fracos – destaque para a inacreditável contratação de um tal de Johnny. Foi Roberto que conduziu pessimamente o departamento de futebol e viabilizou a queda. O Vasco voltou a disputar a Série A com Eurico na presidência em 2015 e a campanha não foi medíocre. Foi horrível. E terminou em rebaixamento.

Não custa lembrar que, em 2014, dias após ser eleito, Eurico Miranda jurou, repito, jurou, que o Cruz-Maltino nunca mais cairia. Caiu. E, assim como ele não teve culpa em 2008, Roberto não teve participação em 2015. Não foi Dinamite que contratou Celso Roth e o manteve durante várias rodadas, mesmo com atuações tenebrosas, como por exemplo num 0 a 0 no Maracanã com o Joinville, quando o Vasco certamente teve uma das piores performances coletivas da história recente do futebol.

O Brasileirão se aproxima e vale destacar que o Cruz-Maltino já jogou dez vezes contra times da Série A em 2017 – tem somente um triunfo, diante dos reservas do Botafogo. Além de enfrentar seus três rivais cariocas, o Vasco encarou Vitória (Copa do Brasil) e Corinthians (amistoso). A equipe perdeu cinco partidas e empatou quatro. Não considero o elenco atual suficientemente qualificado para brigar por Libertadores – mesmo com o recente aumento no número de vagas.

Eurico jurou que o Cruz-Maltino nunca mais cairia. Agora garante que o Vasco vai para as cabeças e estará na Libertadores de 2018. Se você acredita nessa nova profecia eu posso te garantir o seguinte: tenho uma inveja gigante do seu otimismo.

Fonte: Blog do Guilherme de Paula – GE

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