Pinheiros derrota Vasco, fecha série e vai enfrentar o Flamengo nas quartas do NBB

Holloway é parado por dois durante a partida (Foto: Ricardo Bufolin)

O Pinheiros enterrou o sonho de um duelo entre Vasco X Flamengo nas quartas de final do NBB. Nesta segunda-feira, o time, jogando em casa, derrotou o Vasco por 93 a 82, fechou a série em 3 a 2, e irá enfrentar o pentacampeão Flamengo na próxima fase. O confronto com o rubro-negro terá início já nesta sexta-feira.

O Pinheiros dominou o placar a partir da metade do segundo quarto, depois de tirar uma vantagem de nove pontos dos cariocas. O clima esquentou na segunda etapa, com reclamação dos dois lados, jogadores batendo boca e faltas técnicas. A vantagem, porém, seguiu com o time da casa que, mesmo pressionado nos minutos finais, fechou o duelo com vitória.

– Foi um jogo difícil, mas o time sempre joga bem. Me sinto bem, a defesa foi muito bem – disse o tímido Holloway, misturando inglês com português.


Números

Maiores pontuadores: Holloway 36 pontos (Pinheiros) e Nezinho 27 pontos (Vasco)
Maiores reboteiros: Teichmann 11 (Pinheiros) e Fiorotto 7 (Vasco)
Maiores assistentes: Neto 6 (Pinheiros) e Jackson e Nezinho 3 (Vasco)

– Apesar da dificuldade, poderíamos ter vencido. Agora é ir para casa, pensar no que foi feito de certo ou errado – disse Nezinho, cestinha do Vasco.

Gritos de MVP
O americano Holloway é um dos maiores pontuadores da liga. Nesta segunda-feira, cobrou alguns lances-livres com o coro “MVP” de fundo. Para a torcida do Pinheiros, já sabemos quem é o melhor jogador da temporada. Para a Liga, o resultado sai só depois do campeão definido. O americano acertou cinco em sete bolas de três que tentou, e terminou com 36 pontos, a maior da história de um jogador em uma partida 5 de playoffs do NBB. Ainda deu um lindo toco em Márcio faltando 3m50s, para sacramentar a atuação.

Momento chave
O Vasco havia aberto nove pontos de vantagem no início do segundo período (31×22) com oito pontos seguidos. Talvez fosse o momento do time carioca abrir mais e matar a partida. Mas o Pinheiros conseguiu, em dois minutos, empatar o duelo de novo e se manter vivo.

Duelo das torcidas
Em casa, o Pinheiros contava com o maior número de torcedores, que praticamente lotaram o ginásio Henrique Villaboim. Mas, a torcida do Vasco, mesmo oucupando um quarto da arquibancada, não parou de cantar do início ao fim. De um lado era “Vasco é o time da virada” e o samba enredo da Tijuca de 1998, que homenageou a equipe. Do outro, “Pi-nhei-ros” e “poropopó”. Rolou até um “Ão ão ão, segunda divisão”.

Esquentou!
Depois de um primeiro tempo rápido, sem muitas faltas, e com o cronômetro voando, o clima esquentou na segunda etapa. Na metade do terceiro quarto, Ansaloni deu um toco em Nezinho e saiu berrando, o que deixou os jogadores vascaínos irritados. Antes, os cariocas já tinham reclamado bastante do juíz em outro lance, esquentando o clima do duelo.


Lance mais bonito do jogo

O jogo estava empatado em 34×34, o Vasco estava no ataque. Em um roubada de bola, Bennet recebeu para puxar o contra-ataque, partiu em velocidade e enterrou, levantando a torcida.

Seis jogos em duas semanas
O duelo entre as equipes foi o sexto em um período de duas semanas, já que a última rodada da primeira fase teve o encontro entre os times. Os jogadores pareciam conhecer cada passo dos adversários, tanto no ataque, como na defesa.


Primeiro tempo

No primeiro período, o aproveitamento dos ataques foi bom, terminando com vantagem do Vasco (23×22). O Pinheiros chegou a abrir seis pontos, mas em seguida viu o Vasco colocar cinco de frente. Márcio, do Vasco, e Bennet, do Pinheiros, eram os destaques.

Em dois minutos do segundo período, o Vasco abriu 31×22. Depois, em mais dois minutos, o Pinheiros encostou (31 x 30). Com dois contra-ataques seguidos, o Pinheiros abriu 38 x 34, levantando a torcida, e obrigando o técnico Dedé a parar o jogo. Ao término da primeira etapa, 43 x 37 para os donos da casa.

Segundo tempo
O clima ficou mais pesado no segundo tempo. Mais faltas, mais reclamações, gritos mais exaltados da torcida e os bancos participando da partida, com berros e até algumas pequenas invasões de quadra. O placar seguiu parecido, com o Pinheiros à frente, muito em função da grande atuação de Holloway, e o Vasco tentando conter a diferença. Ao término do terceiro quarto, 73 a 60.

No quarto período, uma bola de três de Márcio trouxe a vantagem para seis pontos quando faltavam 6m30s (76 a 70). O Pinheiros controlou os nervos, manteve a frente, sempre com mais de cinco pontos de vantagem. No fim, 93 a 82.

A série

4/4 – Vasco 74 a 83 Pinheiros, em São Januário
7/4 – Pinheiros 80 x 85 Vasco, em São Paulo
9/4 – Pinheiros 81 x 78 Vasco, em São Paulo
15/4 – Vasco 79 x 73 Pinheiros, em São Januário
17/4 – Pinheiros 93 X 82 Vasco, em São Paulo

Fonte: GloboEsporte.com

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