Milton elogia time e avisa sobre discussões: “Não vou admitir mais”

O técnico Milton Mendes gostou do que viu na vitória do Vasco por 2 a 0 sobre o Nova Iguaçu na tarde deste domingo, em Moça Bonita. Com o resultado positivo, o time assumiu a liderança do grupo C da Taça Rio e enfrentará o Flamengo, com a vantagem do empate, na semifinal, marcada para o próximo domingo.

Na entrevista coletiva após a partida, o treinador fez muitos elogios ao time e também comentou a discussão em campo entre Nenê e Douglas, ainda no primeiro tempo. Milton mostrou uma de suas características, a linha dura de comando, e contou que no intervalo resolveu a situação junto aos jogadores. Com a vitória assegurada, ele pediu um abraço dos dois atletas ainda no gramado e foi atendido.

– Isso é simples: existe um comando. No vestiário, durante o intervalo, foi mostrado a eles onde está o comando. Existe o comando do presidente, e o meu dentro do vestiário. Vocês viram que no segundo tempo já não aconteceu nada. Foi totalmente ultrapassado. Então, o comando é meu. A responsabilidade é minha. Não vou admitir isso mais. Em um jogo de futebol, quando o jogo está quente, existem divergências. Agora, é preciso usar a inteligência e saber contornar, saber tornar positivo. Acho que saímos fortalecidos.

Os gols vascaínos foram marcados por Rafael Marques e Yago Pikachu, no primeiro e no segundo tempo, respectivamente. 

Veja mais trechos da entrevista de Milton Mendes:

Elogios ao desempenho do time

– Foi um jogo em que conseguimos jogar melhor. A equipe construiu, soube se posicionar em campo. Fizemos algumas mudanças de modelo de jogo. A equipe reagiu bem. Fico feliz pelo resultado, pela entrega, um campo difícil, como tem sido onde temos jogado. Em São Januário a chuva dificultou bastante. A equipe está de parabéns, os jogadores estão de parabéns. Foi importante vencer para pensarmos no próximo jogo.

Mais um gol de Pikachu

– É uma felicidade ver um garoto humilde e trabalhador crescendo cada vez mais na posição. É uma função diferente, mas ele já havia feito antes. Nesse momento ele se destaca porque tem uma saída rápida, por isso tem mais chance de dar certo. Ele está no lugar certo, na hora certa. Está fazendo os gols. Ele é o culminante de tudo.

Análise da partida

– Acho que sempre tivemos o controle do jogo. Conseguimos fazer o gol de bola parada… inclusive estou devendo um churrasco a eles porque foi em jogada ensaiada. Nossa equipe está crescendo, evoluindo no momento certo, na hora da decisão.

Risco de perder Luis Fabiano

– Eu só vou me debruçar no problema quando ele aparecer. Por enquanto é só hipótese. Neste momento, o Luis é quem joga.

Abraço entre Nenê e Douglas após a partida

– No intervalo já tinham entendido tudo. Vamos falar de outras coisas.

Efetividade das jogadas ensaiadas

– Hoje em dia o futebol está muito nivelado. O Nova Iguaçu é uma equipe boa, joga direitinho, tentou se apresentar para o jogo. Então, a bola parada é fundamental. Hoje abriu espaço para fazermos mais gols. Por isso que trabalho muitas bolas paradas.

Nuances táticas

– Nós começamos em um 4-2-3-1, depois fomos para um 4-4-2 em linha e no fim um 4-2-2 em losango. Então, tivemos variações dentro de campo, e o time se comportou bem. Fiquei muito feliz porque eles estão entendendo o que pretendemos, apesar de ser um início de trabalho.

Luis Fabiano mantido como capitão

– Nós decidimos o que é importante para o clube. O presidente participa dessa decisão também. Mas o importante não é isso, o capitão é quem se impõe dentro de campo e demonstra comprometimento, e não só quem usa a faixa. Então, temos 30 capitães no elenco.

Fabuloso sem gol

– Acho que todos estão torcendo para ele fazer o gol. Eu estava ali… Falei com meu filho, que está em Portugal, e ele me disse que a única coisa que deixou ele triste foi o Luis Fabiano não ter feito o gol. Ele de lá está vendo o esforço. O Luis estava com uma dorzinha, mas como as coisas estavam se desenvolvendo favoravelmente em campo, optei por deixar ele para ver se encaixava. Não saiu agora, mas vai sair. Se não sair o dele, sai de outro. Isso é o mais importante.

Só clássicos até o fim do Carioca

– Todos nós gostamos de disputar clássicos. São jogos grandes, palcos bonitos, atmosfera diferente… tudo de bom. Nossa profissão é maravilhosa. Temos que estar agradecidos sempre. Me agrada bastante.

Sem vitória em clássicos até agora

– Quantos pontos vale um clássico? Três. Quantos vale contra o Nova Iguaçu? Três. Temos que pensar e traçar as metas em cima do que queremos, de dentro para fora. Queremos vencer, e é nisso que vamos trabalhar. Quando entramos em campo preparados, claro que a equipe rende. Eles não são obrigados a jogar bem, mas a lutar. Jogar bem é consequência.

Fonte: GloboEsporte.com

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