Comentarista vê Ferj responsável por confusão em súmula com Jomar

A partida ente Vasco e Boavista terminou bem para a equipe da Colina, mas começou com uma grande confusão envolvendo o zagueiro Jomar. O jogador não pôde ser escalado para a partida por conta de uma confusão no número de cartões amarelos recebidos pelo jogador, atestada pelo repórter do SporTV William Kayser. Oficialmente, constam apenas dois, mas o jogador recebeu três. Acontece que Grazianni Maciel Rocha, árbitro da partida entre Vasco e Botafogo, confundiu a numeração de Jomar, que usa a três, com a de Rafael Marques, camisa quatro, ao registrar um dos cartões na súmula, o que gerou a dúvida do clube.

O Vasco irá se reunir com a Ferj nesta sexta-feira para saber se a ausência do zagueiro conta ou não como suspensão automática, ponto que não ficou claro no meio de tanta confusão. A informação foi dada pelo comentarista Thiago Machado durante o “Troca de Passes” da última quinta-feira, que, além disso, também deu sua opinião sobre o caso e afirmou que esta não é uma responsabilidade do clube, mas sim da federação.

– Eu acho que essa discussão vai longe, porque eu acho até que não é uma responsabilidade do clube saber, a federação deveria informar, ter uma listagem. O William Kayser informou que o Vasco tem uma reunião com a Ferj amanhã para saber se essa ausência vai valer ou não como suspensão automática. Nem isso está claro ainda – afirmou.

Já o comentarista Raphael Rezende avalia que o problema persistiria mesmo com um sistema automático,  por conta da confusão envolvendo as numerações ter se passado na súmula. Além disso, também crê que a checagem da listagem com a numeração dos jogadores passa desapercebida em alguns momentos, fato que pode ter ocasionado o problema.

– Acho que a maior dificuldade nesse caso não foi de sistema ou algo do tipo, se o sistema reconhecesse numeração teria dado o cartão errado da mesma forma. Como a gente automaticamente parte do princípio que esse tipo de erro não vai ocorrer, eu imagino que a checagem da listagem da numeração, do time que assinou e do time que entra em campo, cada um com sua camisa, passa um pouco despercebido em determinados momentos, foi o que aconteceu no clássico. Foi só uma troca de numeração da camisa em si. O sistema acusaria de qualquer forma o cartão para o Rafael Marques. A troca foi feita no início da partida, isso deveria ter sido checado – argumentou.

No entanto, acostumado com o convívio nos vestiários, o ex-jogador e agora comentarista Roger Flores afirma que a arbitragem não precisa saber o nome de todos os jogadores e conta sobre a participação do roupeiro nesta situação.

– O roupeiro do time ganha a impressão do clube, não da súmula. Todo clube tem um papel com os números, quem vai jogar e dá para o roupeiro. Ele vem com a camisa e bota na “casinha” de cada um, o cara vai, pega e veste. O que chama atenção é que o Vasco não reparou nem depois. (…) A arbitragem não tem obrigação de saber quem é quem. Ok, estamos falando de Vasco da Gama, todo mundo sabe quem é, mas Vasco da Gama contra outro time do interior, isso passa. A obrigação do árbitro não é conhecer todos os jogadores.

Jomar também recebeu cartões contra Macaé e Flamengo, mas com o cartão da partida contra o Botafogo atribuído para Rafael Marques, o zagueiro parecia apto a atuar na partida seguinte e o Vasco chegou a relacionar o atleta. No entanto, após o conhecimento do fato, a comissão técnica preferiu deixar o jogador de fora por precaução e escalou Julio dos Santos em seu lugar. Fato é que a Ferj afirmou que valem os dados registrados nas súmulas; ou seja, na prática, o cartão vale para Rafael Marques.

Súmula aponta camisa Rafael Marques com a 3 de Jomar (Foto: Reprodução SporTV)Súmula aponta camisa Rafael Marques com a 3 de Jomar (Foto: Reprodução SporTV)
Fonte: Troca de Passes

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