Doriva ensaia variações no Vasco para diminuir a dependência da bola parada


O Vasco é o líder do Campeonato Carioca com 20 pontos. Mas nem por isso o técnico Doriva está totalmente satisfeito com o desempenho da equipe de São Januário em 2015. Mesmo com os bons resultados, o comandante trabalha para consertar os dois principais problemas do Cruz-Maltino até aqui: a dificuldade para furar a retranca dos times de menor investimento e a dependência da bola parada.
 
Uma rápida análise nas estatísticas do Vasco no estadual deixa isso claro: os últimos oito gols da equipe saíram de cobranças de falta, escanteio ou pênalti. A última bola na rede após uma jogada trabalhada foi de Rafael Silva, no empate contra o Tigres, no dia 8 de fevereiro.
 
– Obviamente queremos fazer os gols com a bola rolando, mas a coisa não tem acontecido. Temos criado e perdido os gols. Em algum momento a bola parada não vai entrar e o jogo trabalhado vai resolver. Esperamos que seja o mais rapidamente possível – lembrou Doriva.
 
 
vasco variacao tatica bonsucesso (Foto: Edgard Maciel de Sá)
 
 
 
Variações no esquema e até mesmo durante o jogo
 
O Vasco tem encontrado dificuldades também para superar a retranca de alguns adversários. A formação que bateu o Fluminense com autoridade só conseguiu derrotar o Bonsucesso nos acréscimos – e com direito a pênalti polêmico. Contra Barra Mansa e Tigres, as dificuldades resultaram em dois tropeços.
 
Uma das alternativas do Vasco passa pelo esquema de jogo. O tradicional 4-2-3-1 pode sofrer variações pontuais no meio do jogo. No último domingo, as tentativas de surpreender o adversário ficaram claras no primeiro tempo. Em certo momento, Serginho passou a jogar na lateral direita, Julio do Santos se postou ao lado de Guiñazu e Madson passou a atuar como ponta. No segundo tempo, diante do 0 a 0 no placar, Doriva foi além. Tirou Serginho, colocou Thalles e passou para o 4-4-2, com um losango no meio-campo.
 
– É preciso criar essas variáveis. Julio tem facilidade de jogar por dentro, o Serginho já jogou como lateral-direito e o Madson dá mais volume na frente. Até criamos umas duas chances com essa alteração. Já tínhamos feito contra o Fluminense. Quando se tem jogadores versáteis, é possível fazer essas alternâncias. Fizemos momentaneamente e depois retornamos ao normal. No segundo tempo, mudamos o esquema, colocamos dois atacantes e criamos mais. Precisamos ter alternativas para furar o bloqueio adversário – reforçou.
 
O Vasco volta a treinar na tarde desta segunda-feira. A próxima oportunidade de testar as variações de Doriva será na próxima quinta-feira, diante do Resende, às 19h30 (de Brasília), em São Januário, pela 9ª rodada da Taça Guanabara.
 
 
vasco campinho tatico segundo tempo bonsucesso (Foto: Edgard Maciel de Sá)
 
 
 
Fonte: GloboEsporte.com
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