Divisão de organizada quebra coro e retrata clima de guerra no Vasco


montagem torcida Vasco x Macaé (Foto: Edgard Maciel)

 

Fim do primeiro tempo e 2 a 0 para o Vasco. A dissidência da maior organizada aproveita a pequena brecha para cantar alto que “acabou o ‘caô’ e tudo mudou”. O aviso ameaçador vem junto com um grito de guerra, com o seguinte trecho: “Força Jovem em movimento, para dispersar o bem nojento”. A noite vitoriosa do time de Doriva dentro de campo (o placar contra o Macaé seria de 3 a 0) se deu com clima tenso no ar em São Januário. A divisão do grupo, em disputa de poder, diminui a chance da festa envolver todo o estádio. Uma parte, apesar de cantar sem parar, mas com músicas menos conhecidas do público, não embalou os vascaínos.

A briga dos dois grupos trouxe também aumento significativo de policiamento em São Januário. Com relações rompidas com o Vasco, que anunciou o corte de relações nota oficial divulgada durante a semana, sem faixas com o nome da organizada, graças à suspensão ainda em vigor dos estádios, a uniformizada que fica na diagonal da arquibancada era quem costumava puxar as escalações de jogadores. A cena, tão tradicional em muitos estádios brasileiros, não se viu na noite de quinta-feira.

A “Guerreiros do Almirante”, uma terceira torcida, que se auto define como não organizada, com paródia da “Decime que se siente” argentina, e diversas músicas, tentou embalar com “Vamos, bacalhau”, “Dá-lhe ô, dá-lhe ô, dá-lhe Vasco, dá-lhe ô” e outras variações. Após o bonito gol de falta de Bernardo, enfim, uma mais conhecida: o samba da Unidos da Tijuca, no centenário de 1998, seguida da música exaltação a São Januário, com homenagem a Juninho pelo gol no Monumental de Nuñes, contra o River Plate, na histórica conquista da Libertadores.

Bem ao lado, separados por um cordão policial e grades que normalmente servem para organizar filas na bilheteria, os dissidentes da Força Jovem desafiavam a “situação” com novas provocações e uma antiga paródia de “De repente, Califórnia”, de Lulu Santos. Nela, os torcedores cantam que dão “porrada, pulam muro, fumam bagulho, assaltam banco”. Episódio parecido ocorreu na vitória sobre o Madureira, no último dia 6, quando a Polícia Militar fez um cordão de isolamento.

Apesar da tensão e de uma movimentação tímida em direção ao grupo dissidente no intervalo, logo cortada pelos policiais militares, que cercavam os dois lados, do lado de dentro e do lado de fora não houve confronto entre os torcedores do Vasco, apesar das ameaças e de um “uh, uh, vamos invadir” no fim do jogo. Felizmente, ficou só na ameaça.

Fonte: GloboEsporte.com

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