Fabrício lembra "turma da pesada" no Timão e tenta dar exemplo no Vasco


O tempo ainda é curto. Mas Fabrício chegou ao Rio com vontade de fincar raízes em São Januário. Com sorriso largo que reflete a volta do prazer de jogar futebol, após apenas duas partidas pelo clube carioca, o volante assume a condição de titular no meio de campo e vira ao mesmo tempo um jogador referência no time – principalmente pela experiência. Ao seu redor estão garotos de 18 e 20 anos, que passam normalmente pelos estádios que todo jogador de futebol vive quando começa a se destacar: fama, assédio, tentações e muito mais. Olhando para trás, Fabrício reconhece imaturidade no início da carreira e até brinca com os diferentes grupos que formaram sua personalidade no seu início no Corinthians.

Próximo de completar 32 anos, o volante se diverte quando lembra de Vampeta e Luisão, que não eram exatamente exemplos de disciplina, mas também cita Ricardinho, Dida e Cesar Sampaio. Segundo ele, havia um equilíbrio nos exemplos que vinham de cima no início da carreira no Parque São Jorge. Hoje, ele é um dos mais experientes do grupo e pretende ajudar na formação de Luan, Lorran, Yago, Marquinhos, Thalles e tantos outros garotos que estão chegando.

– No meu início no Corinthians sempre havia jogadores mais velhos para dar uma segurada. Com 18, 19 anos você acha que o mundo vai acabar amanhã, quer aproveitar a folga como se fosse a última. É normal. Você dá uma empolgada mesmo e aconteceu comigo. Você sai na rua, é reconhecido, tem assédio e eu era solteiro, passei por essa fase. Mas peguei uns caras bons, que não eram tão bons assim (risos), como Vampeta, Luisão, uma rapaziada da pesada. Mas também tive Ricardinho, Cesar Sampaio, Dida, que eram mais calmos e equilibravam o ambiente – lembra Fabrício.

 
Fabricio treino Vasco (Foto: Raphael Zarko)

Em São Januário, ele vê garotos que querem crescer no futebol. Nos treinos, Fabrício vê compromisso e atenção com as orientações do treinador e a de outros mais experientes, como ele próprio, que reconhece também ter mudado de mentalidade depois que passou pelo futebol japonês.

– Lá no Japão que eu acalmei. Aqui era muito novo, as pessoas me davam conselho, mas quando você é novo, a gente se acha um pouco, escuta, não escuta muito. No Japão, ou você se enquadra na sociedade ou sai fora – diz o meio de campo do Vasco.

Fonte: GloboEsporte.com

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