Pedro Valente comenta processo eleitoral do Vasco, critica Olavo e Dinamite e defende candidatura de Horta


 

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

No dia 25 de abril passado realizou-se um almoço de adesão na Associação Comercial do Rio de Janeiro (AC-RJ) recheado de membros diretos e indiretos da atual situação que levou e continua levando o Vasco a pior e mais humilhante crise de sua história. Fui convidado, felizmente não fui e não gostei.

Tenho dito que até inocento alguns daqueles que por discordância ou ódio ao Eurico colocaram no poder um deputado faltoso sabidamente incompetente e oportunista – o Sr. Roberto de Oliveira.

Entretanto, não podemos perdoar aqueles que, na desavergonhada intenção de continuar no poder, utilizaram-se de um processo indecoroso no pleito de 2011 para reelegê-lo.

Tudo isto não obstante as denúncias de evidente corrupção, desavergonhados malfeitos, xixilado nepotismo, para não falar do fatídico rebaixamento das cotas de TV, Genrotur, mecanismo de solidariedade, nebuloso contrato com a Penalty, duplicação da dívida do Clube, em função do que receberam, e os famigerados rebaixamentos para a 2ª divisão.

Não deu outra, com a reeleição tudo piorou, entrando o Vasco neste atoleiro, desmoralizado, achincalhado, desrespeitado, roubado como nunca pelas arbitragens, sem remo, sem basquete, parque aquático abandonado, patrimônio dilapidado, enfim sendo desonrado dentro e fora de campo.

E o que fazem eles? Não marcam eleições, não divulgam a lista de sócios votantes, como na última farsa eleitoral, e ainda tem a cara de pau de marcar um almoço que mais pareceu uma reunião desta “diretoria”, apenas com a ausência do dinamite, o que é normal, para, segundo o convite, “apresentar propostas”. Só rindo, para não chorar!

Tentamos uma alternativa. Temos a consciência tranqüila de que, se a FRENTE AMPLA DE OPOSIÇÃO vingasse, hoje teríamos um movimento revestido de credibilidade e fortíssimo, capaz de eleger qualquer candidato com um mínimo de seriedade.

Vaidades, interesses pessoais, conchavos, incompreensões e trairagens não permitiram.

Como resultado, na prática, temos o seguinte cenário: Situação x Volta ao Passado, que inegavelmente foi melhor do que tudo isto que aí está e que eles substituíram e fracassaram administrativa e esportivamente após dois mandatos, isto é, seis anos de incompetência, fracassos e irresponsabilidade.

O Vasco está nas mãos de executivos e empresários remunerados a peso de ouro e do oportunista dinamite, que de bobo não tem nada e segue nadando de braçada, por trás de tudo.

A saída para esta gente deletéria ao Vasco é a prorrogação de mandatos, mesmo com o atual “presidente” sujeito a impeachment, não só pelos desmandos praticados, como agora, pela própria Lei Pelé na inadimplência da publicação das demonstrações financeiras de 2013, além das repetidas reprovações técnicas do Conselho Fiscal e a indecorosa aprovação política no Conselho Deliberativo.

Convescotes chiques como este realizado na sofisticada Associação Comercial, onde tudo começou há cerca de sete anos, constituem-se no maior cabo eleitoral de Eurico Miranda, com ou sem “mensalão”.

Consta que na oportunidade do rega-bofe cassaram a palavra do Grande Benemérito Otávio Gomes, que se retirou do almoço. Certamente temiam sua incomoda sinceridade. Ao contrário, deram a palavra ao “presidente” da Assembléia Geral, para “enrolar o lero” e considerar, mais uma vez, a “reunião muito proveitosa”, como as que promove na Junta Deliberativa Eleitoral, para enxugar gelo e fazer todo mundo de otário.

Cabe aqui também crítica, com todo respeito, ao presidente do Conselho Fiscal, que salvaguardando do ponto de vista ético-profissional o seu nome e o de seu escritório perante o próprio Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), jogando para arquibancada, escreve uma coisa e diz outra. Ou seja, paradoxalmente, não vale o que está escrito.

Efetivamente, embora os Pareceres do Conselho Fiscal sejam todos contrários à aprovação das contas, nas reuniões do Conselho Deliberativo, onde o assunto é decidido, o Sr. Helio Donin, “para o bem do Vasco”, ocupa o microfone e, embora constrangido, defende a aprovação das referidas contas, que ele próprio reprovara.

Essa permissividade, complacência e tolerância (não só do Sr. Helio Donin, assim como do presidente do Conselho de Beneméritos e da “maioria” do Conselho Deliberativo ), com a mais catastrófica “administração” do Vasco de que se tem notícia, fazem com que dinamite, o inexplicável xodó desta situação de hipocrisia e irresponsabilidade, tenha levado o CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA para uma situação de completa decadência esportiva e gravíssimo risco de insolvência financeira.

Indiscutivelmente o Grande Benemérito Fernando Horta seria o único, na atual conjuntura, que poderia liderar uma terceira via, como alternativa. Sem dúvida ele é o cara. Já provou isto na Unidos da Tijuca. Após um período inicial dificílimo, deu a volta por cima e demonstrou que é o homem da virada, transformando uma pequena escola, na maior escola de samba do carnaval carioca.

Tem prestígio e conta com o inestimável apoio da colônia portuguesa. O que se fala dele no meio do samba é que se trata de um administrador simples que trabalha sem sofisticações, com o lápis atrás da orelha e os pés plantados no chão.

Sua candidatura, mesmo lançada na última hora, como ele mesmo falou e foi mal compreendido, derruba todas essas que aí estão. O Eurico sabe disto. E eles, da atual situação, também sabem. É por isto que o “presidente” da Assembléia Geral está enrolando, não divulga a lista de eleitores aptos a votar e não marca a data das eleições.

Pedro Valente

Fonte: Portal Pedro Valente

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