Reações contra provocações de torcida em Madureira tem até palavrões


 
Debaixo de muito calor e sobre o gramado irregular do estádio Aniceto Moscoso, o Vasco fez o que era preciso: venceu o Madureira, ontem, e manteve a caça aos líderes do Estadual. As principais armas do time funcionaram de forma mais eficiente do que na derrota para a Cabofriense. O artilheiro Edmílson fez mais um — chegando a seis no torneio — e Douglas deixou o primeiro dele pelo clube, de pênalti, e ainda deu passe para Rafael Vaz abrir o placar. Carlinhos descontou.
 
O Vasco se manteve na zona de classificação , em quarto lugar, com 21 pontos, cinco na frente do Nova Iguaçu, que vem em seguida com um jogo a menos. E dois atrás de Fluminense e Cabofriense, com 23. Quarta-feira, em São Januário, o adversário é o Resende. Hoje é dia de folga.
 
— O importante era vencer — declarou o técnico Adílson Batista, criticando a valorização do resultado diante de boas atuações de seu time.
 
— No jogo passado finalizamos muito mais, tivemos a bola, jogamos no campo adversário. Dessa vez foi truncado. Queria ter jogado como no jogo anterior. Mas vê-se apenas resultado — disse.
 
No estádio viu-se muito mais do que isso. Viu-se um Vasco com dificuldades de jogar em um campo ruim, frente a um Madureira nitidamente acostumado com “sua casa”. As arquibancadas próximas ao campo permitiam aos auxiliares do tricolor suburbano passarem instruções aos atletas no campo.
 
A mistura sem divisórias deixou integrantes da diretoria do Vasco vulneráveis, e sobraram xingamentos.
 
No fim do jogo, os atletas vascaínos deixaram a rua Conselheiro Galvão caminhando, e alguns pararam para tirar fotos. Fellipe Bastos, alvo de vaias nos últimos jogos , ouviu provocações e revidou. Um vascaíno passou de carro dizendo para o jogador ir jogar peteca, e ouviu xingamentos pesados.
 
Também sobrou para o zagueiro Rodrigo, que ouviu palavrões da torcida do Madureira o sair machucado.
 
— É brincadeira, é campo de várzea — declarou.
 
Técnico: ‘futebol é rendimento, não é grito’
 
Das arquibancadas e das lajes em volta do campo do Madureira, o técnico Adílson Batista ouvia vaias e pedidos para colocar jogadores. Com o resultado, exaltou quem se destacou em campo e mandou recado aos torcedores.
 
— Estou acostumado com as críticas da torcida. Só que eu estou no futebol há muito tempo. Enxergo um pouco melhor que ele. Posso ter outra alternativa, futebol é rendimento, e não grito.
 
O atacante Reginaldo voltou bem ao time e ganhou elogios, assim como o zagueiro Rafael Vaz e o meia Douglas. Perderam pontos os atacante Thalles e Montoya, que deram poucos frutos, e o setor pode ter mud anças.
 
—Reginaldo é um joga dor taticamente perfeito — comentou o treinador.
 
Fonte: Extra Online
 
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