Penhora tira R$ 1,3 milhão do Vasco e quita dívida com Giovane do vôlei


Giovane, em reunião com a Prefeitura de Barueri (Foto: Suseli Honório/Secretaria de Esportes de Barueri)

 

A fila de processos cíveis e trabalhistas do Vasco tem um nome a menos: Giovane Gávio. O ex-jogador de vôlei, bicampeão olímpico em 1992 e 2004 pela seleção brasileira da modalidade, recebeu tudo o que o clube de São Januário o devia na última semana. Depois de pedir a penhora da verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal no fim do ano passado, o advogado Claudio Daólio conseguiu bloquear o repasse da verba do banco estatal e recebeu em juízo R$ 1,3 milhão – valor da dívida feita com a empresa Giovane Gávio Promoções Ltda, que recebia através de direitos de imagem e prestação de serviços R$ 75 mil mensais.

O acordo entre clube e atleta havia sido assinado em 2007. O processo corria na 13ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Giovane, astro do vôlei nacional, era um dos mais de cem atletas contratados no projeto olímpico do Vasco no início dos anos 2000. A atual diretoria havia tentado a redução da penhora por um ano dos R$ 15 milhões que o banco público vai pagar ao Vasco como remuneração pela exposição da marca nos uniformes. A própria Caixa entrou com petição e pediu para não pagar a dívida – exatos R$ 1,244 milhão – a Giovane, mas foi obrigada a fazer o depósito ao ex-atleta.

– O Giovane ficou aliviado de receber finalmente esse dinheiro do Vasco. Acho que ele nem esperava mais ver a cor dessa grana. Mas agora acabou. Ele recebeu tudo. O clube não deve mais nada – conta o advogado do ex-jogador.

Giovane jogou no Vasco em 2000, quando a equipe de vôlei tinha sede em Três Corações (MG). O ambicioso projeto olímpico vascaíno não durou muito, e o jogador logo deixou São Januário, mas reclamou na Justiça atraso no pagamento. Em 10 de outubro de 2007, ainda na gestão do ex-presidente Eurico Miranda, o Vasco assinou documento reconhecendo dever R$ 963 mil a Giovane.

O pagamento seria feito da seguinte maneira: as duas primeiras parcelas quitariam R$ 63 mil, sendo um pagamento à vista na assinatura do acordo e outra 30 dias depois. O restante, R$ 900 mil, seria pago em 30 parcelas de R$ 30 mil. Até a saída de Eurico Miranda, o clube realizava os pagamentos, mas na gestão do atual presidente Roberto Dinamite a diretoria pagava valores inferiores ao acordado.

Antes de entrar com pedido de penhora da renda da Caixa, Giovane tentou penhoras de rendas dos jogos, depois das receitas das lojas do Vasco, mas a tesouraria do clube, nos últimos meses, chegava a repassar apenas R$ 500 mensais.

Fonte: GloboEsporte.com

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