Vasco cancela facilidades e vendas pela metade do preço a organizadas


confusão torcida Atlético-PR e Vasco jogo (Foto: Reuters)

Mais de um mês depois da pancadaria generalizada da arquibancada na partida entre Vasco e Atlético-PR, pela última rodada do Brasileiro, o Vasco decidiu mudar sua relação com as torcidas organizadas. Em decisão deste início de ano da diretoria, atendendo também à recomendação do Grupamento Especial de Polícia em Estádios (GEPE), o clube passa a não mais facilitar a venda de ingressos para os torcedores uniformizados. O primeiro jogo que a definição poderá ser conferida será neste sábado contra o Boavista, às 19h30m (de Brasília), em São Januário, pela estreia do Campeonato Carioca.

Anteriormente, o Vasco vendia pela metade do preço essas entradas para as organizadas, que pediam cotas de ingressos e tinham essas facilidades para entraram nos estádios. O vice-presidente de patrimônio do Vasco, Manoel Barbosa, no entanto, assegura que esta relação agora está suspensa por tempo indeterminado.

– O Vasco, a partir de agora, não mais facilita a venda de ingressos para as torcidas. Será na bilheteria. Os torcedores vão pagar pelos ingressos como sócios e não sócios, na bilheteria – informou o vice de patrimônio do clube, que havia colocado em pauta esse benefício às organizadas após os acontecimentos de Joinville no fim do ano passado.

Em entrevista no inicio do ano, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, disse que o clube manteria uma relação de respeito com as torcidas uniformizadas.

– Vamos cumprir as exigências de seguranças que foram necessárias. Essa relação com as organizadas existe em todos os clubes e é de respeito. Em cima disso, vamos fazer o que nos couber – disse o presidente, na única mensagem sobre o episódio de violência protagonizado pelos torcedores do Atlético-PR e do Vasco na partida que terminou 5 a 1 para o Furacão em Joinville.

O subcomandante do Gepe, o major Silvio Luiz, lembra que a recomendação de não facilitar a venda para organizadas é antiga.

– A nossa interpretação é que, pelo menos aquelas que estão punidas pelo Ministério Público ou estão em processo de punição, não recebam ingressos nessas condições. Até porque essas entradas caem na mão de cambistas – disse o major do Gepe, lembrando que a Força Jovem do Vasco pode ser punida com suspensão de três anos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

O vice de patrimônio do Vasco disse que já comunicou as organizadas. Segundo ele, os torcedores reagiram normalmente.

– Não achamos que houve culpa do Vasco lá em Joinville, mas é até para preservar a marca do clube em situações como essa – disse o dirigente do Vasco.

As organizadas do Vasco foram envolvidas em duas brigas dentro de estádio este ano. Em Brasília contra torcedores do Corinthians e na última rodada contra os integrantes de organizadas do Atlético-PR. Pelos acontecimentos da última rodada, a patrocinadora master do clube, Nissan, cancelou o contrato de quatro anos após menos de seis meses do vínculo em vigor. O clube busca receber uma indenização pela quebra de contrato.

Fonte: GloboEsporte.com

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