'Sem confiança, um jogador não passa de um cone', diz Fellipe Bastos


A palavra central no discurso de boa parte dos jogadores de futebol para explicar uma boa ou má fase é confiança. Polivalente meia, que joga em até três posições do meio de campo, Fellipe Bastos talvez personifique melhor o sentido desse discurso boleiro. No Vasco, debaixo de vaias, errava mais do que de costume e era perseguido pela torcida. Ao ponto que o ex-técnico Paulo Autuori, ao chegar em São Januário, pediu uma trégua aos vascaínos para utilizar o jogador. Mas o melhor caminho terminou sendo uma saída para respirar novos ares. Para ele e para a Ponte Preta, que chegou à final da Sul-Americana, perdeu o título, mas viu um outro Fellipe Bastos.

felipe bastos vasco (Foto: Fred Huber/Globoesporte.com)

Meia mais avançado na base, onde frequentava seleções de categorias inferiores, o Bastos do time de Campinas atacava sem parar, ia para cima dos adversários e se tornou uma peça fundamental na boa campanha na competição mata-mata. Foram quatro gols em pouco mais de três meses. O sucesso longe de São Januário chamou ainda mais a atenção de Adilson Batista, que já observara o meia de 23 anos antes de ter a chance de treiná-lo.
– Havia enfrentado o Fellipe quando treinava o Figueirense, antes pelo Atlético-PR. Eu sempre gostei desse jogador, sempre vi potencial. Eu o acompanhei também na Ponte. Ele é nosso e vai dar sua contribuição aqui – disse o técnico do Vasco, na primeira coletiva de imprensa do ano.
O incentivo de Adilson é um alívio para Fellipe Bastos. O jogador não avalia que tenha sentido receio de errar nos piores momentos que viveu em São Januário, mas reconhece que ter um clima favorável ajuda o jogador a ter mais…confiança. 
– Nunca joguei com medo. Mesmo sendo criticado, às vezes injustamente, nunca deixei de tentar. Mas acho que a confiança do treinador, da diretoria, deixa tudo totalmente diferente. Por exemplo, algumas coisas que fazia dentro de campo com Cristóvão (Borges, ex-treinador do Vasco) saíam naturalmente. Com outros, isso não acontecia, porque não tinha confiança deles, era cobrado pelo torcedor e isso refletia. Não que Cristóvão não cobrasse, mas ele me passava confiança fazer as coisas. Foi o que o Jorginho, meu técnico na Ponte Preta, fez e o que o Adilson está fazendo para mim – diz Bastos, antes de encaixar uma frase de efeito: – É como dizem: o homem com confiança vai até a lua. Sem confiança, um jogador não passa de um cone.

Fonte: Globo.com

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