Novo recurso e ida ao TST em Brasília: Vasco se arma para reverter caso Índio



O Vasco montou uma operação de guerra para reverter e seguir na briga para a manutenção do vínculo do meia Matheus Índio. O clube entra nesta semana com agravo regimental na 29ª Vara da Justiça do Trabalho do Rio para pedir de volta os direitos federativos sobre o atleta de 17 anos, que, hoje, pertence ao Penapolense, do interior de São Paulo. O novo recurso do caso será entregue até o fim da semana nos tribunais cariocas. Porém, tamanha importância que o clube carioca vê no caso, o Vasco já adiantou uma nova ação ao contratar o advogado João Pedro Ferraz dos Passos, especialista em direito trabalhista, para acompanhar e estudar o processo que deve chegar até o Tribunal Superior do Trabalho em pouco tempo.
Do lado do Vasco e dos representantes de Índio, o caso já ganhou ares de batalha judicial. Todas as armas estão sendo colocadas à prova desde que Índio entrou na Justiça alegando atraso salarial, falta de pagamento de luvas – num total de R$ 300 mil, em assinatura do primeiro contrato profissional no fim de 2011 – e não recolhimento de encargos trabalhistas. Num primeiro momento, houve uma tentativa de solução amigável entre as partes, mas a trégua durou pouco. O Vasco obteve uma sentença favorável no judiciário carioca, mas, dois dias antes do recesso do da Justiça no fim de 2013, os advogados de Índio levaram o caso para a Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho, que interferiu e obrigou a juíza a reformar a decisão.
Advogado indica sócio para cuidar do caso
Responsável pelas causas trabalhistas do Vasco, Wagner Barroso, mostra confiança no agravo regimental, apesar do último movimento do processo. O advogado do clube indicou o escritório de João Pedro Ferraz, que é seu sócio na empresa no Rio. Porém, eles não formam sociedade em Brasília, onde Ferraz vai cuidar do caso. A indicação foi aprovada pelo jurídico do Vasco. 
– Estamos esperançosos em reverter a situação aqui no Rio, mas já contratamos um advogado em Brasília para ir se ambientando e conhecendo o processo. Porque esse caso deve chegar ao Tribunal Superior do Trabalho – aposta Barroso.
Com parte dos direitos econômicos ligados a ex-dirigentes da DIS, do grupo Sonda, como do agente Guilherme Miranda, Índio, que completa 18 anos em fevereiro, pode ficar até o meio do ano no Penapolense e depois pode se transferir para o Porto. Pelo menos esta é a ideia dos investidores, que lutam para tirar o jogador do Vasco na Justiça, sem o clube receber nada. O negócio gira em torno de 5 milhões de euros – cerca de R$ 16 milhões, em contrato de cinco anos do meia com o clube português. O Vasco já entrou em contato com os advogados do clube português, que estão de olho no desenrolar da confusa trajetória de Índio na Justiça. Por enquanto não houve qualquer tentativa ou conversa para acordo entre as partes. Ou seja, a briga ainda deve ser longa. 

Fonte: Globo.com

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