Vasco negocia acordo com a Nissan


Dinamite durante coletiva nesta semana Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo

Num clube atolado em dívidas, com salários atrasados e precisando, ao mesmo tempo, reduzir a folha salarial do futebol e recompor o elenco para a temporada, a decisão da Nissan, patrocinadora do uniforme, de rescindir o contrato pode agravar ainda mais o buraco financeiro. Mas o Vasco negocia com a montadora um acordo para o rompimento. O clube espera receber uma indenização e abrir espaço para a busca de um novo patrocinador.

Em julho do ano passado, a Nissan firmou contrato para estampar sua marca na camisa vascaína por R$ 7 milhões anuais. A briga de torcidas no jogo contra o Atlético-PR, em Joinville, levou a empresa, preocupada com danos à sua imagem, à decisão de romper o vínculo. Seguindo orientação do departamento jurídico, o Vasco mantém a logomarca da montadora no uniforme porque o contrato ainda está em vigor, mas o que se anunciava como uma batalha nos tribunais tende a terminar em acordo nas próximas semanas.

Clube e patrocinadora estão negociando o pagamento de indenização ao Vasco, já que ainda restam mais de três anos de contrato. Na assinatura, o Vasco recebeu à vista o valor relativo a um ano de compromisso (R$ 7 milhões). Se não houver acordo para a rescisão, aí sim o clube pedirá um ressarcimento na Justiça. Não havia no contrato previsão de multa para o rompimento. Segundo dirigentes vascaínos, a empresa está propensa a negociar o fim do compromisso, em vez de pedir uma rescisão unilateral nos tribunais.

— O Vasco não ficará no prejuízo. Já estamos negociando a rescisão. Creio que não demore muito — disse o advogado vascaíno Gustavo Pinheiro.

Durante esta semana, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, já falara sobre o contrato com a Nissan, durante coletiva. Nesta quinta-feira, o clube publicou, em seu site oficial, uma nota a parceria.

Em nota divulgada no site oficial, o Vasco também condena os atos de violência e alfineta a montadora ao dizer que “posicionar-se contra a violência nos estádios não é privilégio da Nissan”. O clube já começou as tratativas para entrar em acordo com a empresa.

Abaixo, a íntegra da nota:

‘O Club de Regatas Vasco da Gama foi informado na última segunda feira, dia 16 de dezembro, da decisão pelo rompimento unilateral do contrato de patrocínio por parte da Nissan.

O Vasco da Gama é um dos poucos clubes centenários do Brasil que desde o inicio de sua historia tem seus valores morais intocáveis, sempre lutando pela igualdade social, racial e servindo de instrumento para a interação entre as mais diferentes culturas, que unidas, literalmente, ergueram este gigante.

A violência vista em Joinville indignou a coletividade vascaína e a todos os cidadãos de bem ao redor do mundo, posicionar-se contra a violência nos estádios não é privilegio da Nissan. O Club de Regatas Vasco da Gama colocou-se a disposição da justiça e manifestou publicamente o interesse na punição dos envolvidos por meio de declaração de seu presidente Roberto Dinamite.

A violência em nada tem a ver com a história do Vasco da Gama, os torcedores envolvidos no episódio de Joinville não representam os mais de 15 milhões de vascaínos espalhados por todo o país e sendo assim, seguiremos nossa trajetória de luta social e apoio ao Esporte. Neste primeiro momento, buscaremos um entendimento junto a Nissan em relação a comunicação de rompimento unilateral.’

Fonte: O Globo

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