Aos trancos e barrancos: Sobrou o coração

Da classificação para a pré-libertadores, da pré até aqui: O Vasco joga com o coração. É trabalhoso, para os torcedores, criticar um time que foi da zona da degola no início de 2017, para uma Libertadores heroica; sofrida, melhor dizendo. E é mais difícil ainda quando se perde as principais peças daquela tão sonhada vaga conquistada. Começando por Vital, terminando em Paulinho. O Vasco se desfez. Mas não se desfez do seu principal jogador: a torcida. Seja ela representada por 10 ou 60 mil. A torcida é a alma do time. Como imaginar uma multidão gritando o nome de Paulão, antes do apito inicial? Sim, Paulão. Zagueiro que falha jogo após jogo. Assim é o Vasco. Parece até aquele relacionamento que nunca acaba. Briga, diz para ir embora, mas no final sempre fica tudo bem. O Vascaíno perdoa rápido.

E falando em torcida, ela saiu orgulhosa do seu caldeirão. O Vasco encheu os olhos dos quase 10 mil torcedores que ali estavam. Não, não encheu os olhos com um bom futebol, um futebol técnico, bonito. Encheu os olhos com o empenho, a perseverança, a garra e esforço contínuo do seu time na etapa final. E é isso que sobrou no Vasco: o coração. O coração que pulsa na expulsão do seu volante; o coração que pulsa, mais ainda, no empate sofrido, chorado, doloroso. Assim é o Vasco. Assim é seu mais empolgado e mais deprimido torcedor. Na mesma medida.

O time ainda chegou perto da virada, nos minutos finais. Tentou, tentou e tentou. Não conseguiu. Mas conseguiu o que vem conseguindo desde 2017: os aplausos do torcedor que sabe reconhecer que o time, nada técnico, joga com o coração. E é o que tem.

Vascaínos Unidos – Por Raílla Moura

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