Estrutura de fibra ótica é responsável pelo alto custo de implantação do árbitro de vídeo no Brasil

Em Portugal, o árbitro de vídeo (VAR, na sigla original em inglês), segundo a própria CBF, custa R$ 5 mil por jogo. No Brasil, a previsão é de cerca de R$ 50 mil por partida. O preço dez vezes maior inviabilizou a implementação do projeto no Campeonato Brasileiro – clubes vetaram por maioria. E a diferença exagerada tem uma “culpada”, de acordo com os envolvidos: a estrutura de fibra ótica necessária para ter a tecnologia em campo.

Por ser um país pequeno, Portugal instalou uma central de fibra ótica que atendia a todos os jogos ao mesmo tempo. No Brasil, pela extensão territorial e pela falta de estrutura, seria necessário ter uma central dessa em cada estádio. Isso multiplicou o custo. A explicação foi apresentada aos clubes no Conselho Técnico da última segunda-feira (5), na sede da CBF.

Globo “abandona” projeto do VAR e por custo e repercussão

Ao colocar em votação o projeto para ter o árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro em 2018, a CBF informou aos clubes que só poderia ter o recurso no returno da competição. Tudo por conta do desembarque da TV Globo do projeto. No fim de 2017, a emissora resolveu que não participaria como responsável por operar imagens – e replay – e disponibilizar outros recursos nos lances decisivos dos jogos. Internamente, a cúpula da TV pesou que custo e mão de obra para o sistema ser colocado em prática seriam um problema. Além disso, entendeu que isso poderia gerar desgaste com torcidas,

Fonte: Blog De Primeira – UOL

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