“Apesar de você, Eurico Miranda, amanhã há de ser novo dia”.

O torcedor vascaíno vem se deparando nos últimos três meses com algo surreal, qual seja: a saga obstinada de Eurico Miranda para continuar à frente da presidência do Vasco da Gama a qualquer custo. Convocando coletivas, falando sobre um universo paralelo no qual só ele acredita, justificando o injustificável, negando as provas cabais que demonstram que houve fraude por ocasião da cooptação de sócios que nunca pagaram mensalidade, etc.

Aquele que não acompanha o cotidiano do Vasco num primeiro momento pode até ter caído na esparrela dos aduladores de Eurico – asseclas do grupo político denominado “Casaca” – acreditando que havia uma perseguição ao “Imperador e Defensor Perpétuo do CRVG”, mas não tardou para que toda gente percebesse que se tratava de mais uma das infinitas mentiras e bravatas perpetradas pelos sanguessugas que gravitam em torno do atual mandatário que já deve estar de malas prontas.

Ocorre, no entanto, que ninguém, nem mesmo os mais pessimistas, poderia antever os acontecimentos que marcaram essa semana. Explico:

Ao se dar conta de que a derrota era inevitável, Eurico passou a praticar toda sorte de arbitrariedades e irresponsabilidades à frente da nau vascaína. Desde entabular contrato no mínimo suspeito e arriscado com a fornecedora de material esportivo Diadora; desmontar praticamente todo o elenco do futebol profissional; a acusações de dilapidar o patrimônio de São Januário. Isso tudo sem considerar a mácula na marca Vasco com a repercussão negativa de todo esse imbróglio político que vem se arrastando desde o dia 7/11/2017, data das eleições.

Por ora não dá pra mensurar o tamanho das chagas que serão deixadas por toda essa patacoada protagonizada por Eurico Miranda, tampouco o tempo que o Vasco – através da nova administração que se sagrou legítima vencedora no pleito – irá levar para se recuperar e reparar os prejuízos, mas se há algo que o Vascaíno não pode esquecer é o quão mal Eurico Miranda vem fazendo ao Club de Regatas Vasco da Gama.

Que tudo isto sirva de lição a todos nós, vascaínos, para que não admitamos, sob qualquer hipótese, o retorno da família Miranda a São Januário, pois agora, mais do que nunca, ficou mais do que evidente que Eurico Ângelo Miranda jamais pensou ou defendeu o nosso pavilhão, senão a si próprio e a seus interesses. Que fique registrado para a posteridade que o período em que o Clube ficou refém dos desmandos de Eurico representou simbolicamente o contrário de tudo aquilo que a nossa linda história propugnou e lutou, a saber: democracia, honestidade, solidariedade, defesa dos desfavorecidos, etc.

No entanto, a despeito de tudo isto, a esperança de dias melhores e o amor ao Vasco hão de servir de mola propulsora para que juntos, como quando da construção de São Januário, reergamos nosso amado Clube a um patamar ainda mais alto que outrora.

E parafraseando Chico Buarque: “Apesar de você, Eurico Miranda, amanhã há de ser novo dia”.

Saudações Vascaínas!

Vascaínos Unidos Associados

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