Integrantes da Força Jovem do Vasco ganham liberdade provisória do Juizado do Torcedor

Cerca de 63 integrantes da torcida organizada Força Jovem do Vasco receberam liberdade provisória nesta terça-feira. Eles estavam presos desde 28 de outubro. A decisão foi do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos. Os torcedores terão que fazer uso de tornozeleiras eletrônicas e só poderão deixar o Rio de Janeiro com autorização judicial.

Os torcedores terão de comparecer mensalmente ao cartório do Juizado do Torcedor, no Fórum Central, e, em dias de jogo do Vasco, precisarão ir à Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca. Outros cinco membros da torcida organizada tiveram o pedido de liberdade negado pelo juiz.

Os integrantes da organizada tinham sido presos em flagrante por descumprirem decisão judicial que determinava o afastamento da Força Jovem de eventos esportivos e proibia que seus integrantes se aproximassem dos estádios em um raio de cinco quilômetros.

De acordo com o Grupamento Especial de Policiamento de Estádios (GEPE), o grupo se preparava para um confronto com a torcida do Flamengo quando avistaram a polícia e se esconderam na sede da organizada, que fica em São Cristóvão, a menos de cinco quilômetros do Maracanã, local da partida entre Flamengo e Vasco.

“Em relação aos demais acusados que não ostentam nenhum apontamento em suas folhas penais, muito provavelmente a segregação cautelar típica de uma prisão provisória acabaria sendo medida por demais gravosa. Isso porque o crime do art. 41-B, § 1º do Estatuto do Torcedor traz uma expressa previsão em seu § 2º, ou seja, na hipótese do réu ser primário e de bons antecedentes pode fazer jus à substituição da pena de reclusão em medida impeditiva de comparecimento às proximidades de estádio ou local em que se realiza evento esportivo”, diz a decisão do juiz.

Sobre outros cinco integrantes que foram mantidos presos, o juiz afirma que foi necessário para a preservação da ordem pública, já que eles são réus em outros processos de violência em eventos esportivos. Um deles, Sávio Agra Sássi, é o presidente da Força Jovem do Vasco.

“O feito encontra-se em tramitação, constatando-se uma suposta recidiva criminosa. Em relação a estes, inequívoca a presença do periculum libertatis, o que atesta a necessidade da custódia cautelar para a garantia da ordem pública e a fim de assegurar a aplicação da lei penal. A ordem pública há de ser preservada nestes casos em virtude da reiteração de envolvimento em atos criminosos ou relacionados a eventos esportivos”, definiu.

O CASO

Os torcedores estavam concentrados na sede da FJV, em São Cristóvão, e foram encontrados com eles socos ingleses, morteiros e outros materiais que seriam utilizados em uma briga contra rubro-negros. Nove dos 69 presos preventivamente tiveram habeas corpus negado pelo desembargador nesta terça-feira. Outros três já haviam perdido o recurso no Plantão Judiciário. Os desembargadores da da 7ª Câmara Criminal do TJRJ analisarão os pedidos em caráter final.

O grupo foi acusado de desobediência de uma ordem judicial que proíbe a reunião de integrantes das organizadas em raio de cinco quilômetros em dias de jogo, no Maracanã. Os torcedores foram detidos na sede da Força Jovem Vasco, em São Cristóvão. Os menores foram encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente. A FJV está proibida de frequentar estádios pela Justiça.

Fonte: EXTRA

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